Mas afinal o que são os antibióticos?... 

Os antibióticos são substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que se enquadram em dois mecanismos de atuação: no impedimento da multiplicação das bactérias (ação bacteriostática) ou na eliminação destas (ação bactericida). Ou seja, quando existe a entrada de bactérias nocivas no nosso organismo, os antibióticos possuem a capacidade de as combater. 

Atualmente sabe-se que a utilização de antibióticos possui tanto benefícios como consequências, entre as quais, a resistência antimicrobiana e a morte de bactérias comensais, bactérias que fazem parte da nossa microbiota e que são essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo. 

A morte destas bactérias cria um estado de disbiose, no qual existe a redução da diversidade microbiana, associado à diminuição das bactérias benéficas, causando a desregulação do sistema imunitário. Esta desregulação potencia o aumento do risco de diversas infeções, como infeções bacterianas e/ou fúngicas, tanto urinárias como vaginais. 

…e quais os benefícios dos probióticos?

É, então, essencial repor a flora microbiana, repondo o estado de eubiose, o qual se caracteriza pela simbiose (relação benéfica) entre o nosso organismo e as bactérias comensais. Através da administração de probióticos – microorganismos vivos que, quando administrados nas quantidades adequadas, conferem um benefício para o hospedeiro – é possível repor a flora microbiana, uma vez que estes microorganismos possuem a capacidade de alterar e modelar a composição da microbiota. 

Quando é que a toma de probióticos é recomendada? 

A sua utilização é benéfica e fundamental na administração conjunta com os antibióticos, de modo a reverter a disbiose causada pela ação deste agente antimicrobiano. Para além disso, a administração de probióticos poderá ser utilizada como tratamento preventivo de infeções recorrentes, como por exemplo, infeções urinárias e vaginais, uma vez que estes microorganismos para além de manterem a flora urinária e vaginal saudável, se necessário repõem a microbiota saudável, inibindo a multiplicação de bactérias causadoras destas infeções. 

Deste modo, vai diminuir a possibilidade da existência de resistência antimicrobiana, causada pela excessiva utilização de antibióticos. Este é um aspeto fundamental e a ter em conta, visto existirem cada vez mais bactérias com resistência antimicrobiana, ou seja, para as quais os antibióticos não as combatem.

A ter em conta

Torna-se importante e necessário racionalizar o uso de antibióticos e prevenir o surgimento destas infeções, através da reposição das bactérias benéficas – os probióticos. 

Em suma, a utilização de probióticos poderá ser uma estratégia no tratamento de infeções recorrentes, assim como na reversão da disbiose, causada aquando da administração de um antibiótico. 

Um artigo de Catarina Matos, Especialista em Bioquímica Médica e Consultora na TW Wellness.

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