Patrícia Damas é psicóloga de formação e empresária a full-time, com paixão, desde 2015. A Make Happiness Events é uma empresa de hospedeiras e promotores que presta serviços de apoio e organização a eventos corporate e particulares.

Quem é a Patrícia Damas, empreendedora?

Posso dizer que a Patrícia é uma pessoa cheia de sonhos que insiste e persiste até alcançar o que quer. Sempre achei que a minha maior qualidade era sentir-me feliz a fazer muita coisa diferente. Acreditava igualmente que esta minha versatilidade e capacidade de me adaptar com facilidade a diversos contextos um dia me ia dar muito jeito e… acertei!

A Make Happiness Events é o meu projeto de vida e foi a porta para viver todas as minhas outras paixões: viajar e colaborar em missões humanitárias. Com muita vontade, uma boa capacidade de organização e gestão de tempo tudo se consegue.

Enquanto estudante universitária foi tendo algumas experiências laborais. De que forma estas experiências influenciaram o seu percurso profissional posterior?

Esta pergunta é bastante interessante, uma vez que posso dizer com perfeita clareza que foram exatamente esse tipo de experiências laborais que marcaram e direcionaram o rumo da minha carreira profissional.

Sempre trabalhei como hospedeira em eventos e como promotora para várias marcas durante o meu percurso académico. À medida que o tempo foi passando fui assumindo maior responsabilidade com as empresas com que trabalhava com mais regularidade e comecei a realizar os recrutamentos das equipas, a coordenar ações, a cooperar na produção de eventos, etc.

A liberdade de poder escolher os dias em que trabalhava, as empresas para as quais o fazia, o facto de não haver uma rotina fixa e estar constantemente a conhecer pessoas novas e a ter funções diferentes, marcou bastante o meu conceito de “trabalho” e “liberdade”.  Na verdade, se pensar bem, nunca me dei conta da importância de toda essa experiência laboral até entrar no mercado de trabalho e dar por mim a sentir-me bastante inquieta por ter – todos os dias - as mesmas funções, os mesmos horários, sempre confinada a quatro paredes.

Depois de um ano a trabalhar como psicóloga achei que devia seguir a minha intuição e arriscar em algo que me permitisse ter a liberdade que tanto ansiava. A ideia era abrir um consultório na área da psicologia, mas a vida deu tantas voltas que face ao meu bom posicionamento e reconhecimento no mercado de trabalho no ramo de gestão de staff para eventos e ativações de marcas – fruto dos dez anos de experiência adquirida até então - a única hipótese foi mesmo lançar-me na aventura de fundar a minha empresa. Na verdade, se parar para pensar em tudo o que foi necessário para chegar até aqui hoje, chego facilmente à conclusão que nada acontece por acaso.

O trabalho como psicóloga por conta de outrem não a satisfez. Porquê?

Não posso dizer que foi o trabalho como psicóloga que não me satisfez, porque em traços gerais para mim sempre foi bastante gratificante sentir que ajudo o outro. O que não me satisfez foi mesmo a parte do “por conta de outrem” por, na situação em que estava, me obrigar a trabalhar com determinado horário, no mesmo local, com uma rotina que me sufocava e impossibilitar de viver as minhas paixões como as idas nas missões de voluntariado.

A Make Hapiness Events permitiu-lhe encontrar o que procurava?

Completamente. O facto de ter um negócio próprio, conseguir gerir o meu tempo e poder trabalhar muitas vezes a partir de qualquer lado do mundo, não quer dizer que tenha menos trabalho do que tinha, pelo contrário. Muitas vezes dou por mim a fazer noitadas em frente ao computador para conseguir gerir todos os projetos em que me envolvo. No entanto, faço-o porque quero e não porque me é imposto por alguém. Sou eu que escolho o que faço e quando faço simplesmente porque tenho esse poder de escolha e isso, acreditem, é para mim verdadeiramente libertador.

A sua empresa tem uma forte componente de responsabilidade social. O que tem feito neste contexto?

O próprio nome da empresa foi escolhido tendo em conta a vertente da responsabilidade social. O nosso objetivo é exatamente promover a felicidade seja em eventos corporate, em eventos particulares ou em contexto laboral para o cliente, colaboradores ou consumidores.

Neste sentido, promover a felicidade de quem mais precisa seria sempre algo que faria sentido em nós e está embebido na nossa identidade enquanto empresa. Apoiamos desde 2015 o projeto From Kibera with Love - projeto que ajuda cerca de 75 crianças e é sediado numa favela no Quénia -, de diversas maneiras.

A nossa ligação a este projeto sempre foi bastante especial - foi a minha primeira missão de voluntariado -, pelo que já fizemos avaliação e recrutamento de voluntários para o projeto, enviámos cabazes com material lúdico para as crianças, etc.

Organizámos e oferecemos em 2016 a festa do Dia Mundial da Criança ao Hospital Pediátrico de Coimbra, em 2017 oferecemos a festinha para assinalar o mesmo dia à associação Inua Mimi – centro de acolhimento de crianças no Quénia; e em 2018 lançámos uma campanha de Madrinhas e Padrinhos para as crianças e bebés da Ajuda de Berço que foi um sucesso. Todos os verões ajudamos uma corporação de bombeiros com mantimentos e águas e vamos sempre apoiando as diversas causas que vão surgindo e com que nos identificamos.

5 conselhos para quem está insatisfeito com o seu trabalho e procura um novo rumo profissional:

  1. Julgo que, em primeiro lugar, é sempre importante uma pessoa perceber por que está insatisfeita e se há solução para que a situação se reverta;
  2. Se não há possibilidade de reverter a situação referida na alínea anterior, então é importante perceber quais as nossas paixões e de que forma estas nos podem fazer sentir felizes e ter rentabilidade. Se a ideia é mudar o rumo profissional então também é importante que esta mudança seja viável tendo em conta o contexto económico de cada um;
  3. Fazer um estudo de mercado para perceber qual a viabilidade das opções que existem. Por exemplo: Se mudar de emprego, há muitas vagas noutros locais? Se abrir um negócio próprio, a zona é boa? De que forma é que produto/serviço que se quer vender se diferencia da concorrência? Como se chega ao público-alvo?;
  4. Elaborar plano de negócios e definir estratégias;
  5. Nem sempre é fácil mas se for o que o faz feliz vai valer sempre a pena.

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