Segundo o documento, serão também afetados os padrões de cultivo, o comércio internacional e os mercados regionais, ainda que não se prevejam diminuições na produção pelo menos até 2050.

Alerta-se no estudo que se por um lado a União Europeia (UE) é autossuficiente em termos de cereais e legumes, há que ter em conta a vulnerabilidade em relação a produtos tropicais importados, ou alimentação para animais.

Por esse motivo, preconiza a AEA, é preciso diversificar o comércio, envolvendo mais países e alterando as formas de importação, para evitar riscos de rotura de abastecimento. As políticas públicas podem ajudar reduzindo a procura de produtos vulneráveis, nomeadamente produtos associados a elevadas pressões ambientais, e a UE deve despender mais apoio para a adaptação internacional às alterações climáticas.

O estudo, encomendado pela AEA, combina informação sobre os impactos das alterações climáticas globais na produção agrícola com informações sobre o perfil de importação da UE e a vulnerabilidade às alterações climáticas dos países de origem dos produtos.

A agricultura, diz a AEA, é dos setores mais sensíveis às alterações climáticas, porque depende dos tipos de solo, do clima e da biodiversidade e é afetada pela precipitação, humidade e temperatura. As mudanças no clima podem levar a mais e diferentes pragas e alterar os comportamentos dos polinizadores, o crescimento das culturas e mudar o uso da terra.

Citando estudos feitos nos últimos 10 anos a AEA alerta para uma diminuição da produção de milho e trigo e considera que as alterações climáticas afetaram negativamente a produtividade das principais culturas na Europa.

Refere que na próxima década se deve manter a capacidade de oferta global de alimentos à medida que aumenta a procura, o que pode mudar a longo prazo, com as alterações climáticas a afetarem a produtividade e a fazer “aumentar significativamente” os preços dos produtos.

A Europa, diz a AEA, não terá “preocupações imediatas de segurança alimentar” devido às alterações climáticas, mas é fortemente dependente de produtos como soja e milho, cacau, café ou bananas, óleo de palma, beterraba ou açúcar de cana, produtos importados de poucos países (Malásia, Indonésia, Brasil ou Estados Unidos) pelo que nesta área fica mais vulnerável.

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