Ainda antes de ter sido declarado o Estado de Emergência em Portugal, a rápida propagação do COVID-19 precipitou a decisão de muitas empresas a tomar medidas de prevenção aderindo ao teletrabalho.

Ainda que esta seja uma opção laboral crescente, a sua obrigatoriedade e transversalidade traz desafios nunca antes vistos, com impacto direto na capacidade de transmitir os valores e o ADN das organizações.

5 dicas para manter a cultura organizacional

Segundo um estudo publicado pela Denison Consulting, as empresas que possuam uma cultura organizacional vencedora têm classificações de envolvimento de funcionários que são 72% superiores, se comparadas com empresas que possuam culturas organizacionais menos fortes. Mas o que significa ter uma cultura organizacional?

A cultura organizacional é a essência da empresa. Um conjunto de regras, hábitos e crenças pelos quais os colaboradores se regem e se identificam e que levam a que se sintam bem a trabalhar numa empresa.

Desta forma, apesar do teletrabalho ou o home office contribuir para uma maior flexibilidade em termos de horários para os seus funcionários, também poderá provocar um afastamento das equipas, que não se encontram a trabalhar no mesmo edifício e na mesma sala, provocando o isolamento do trabalhador e uma maior dificuldade em transmitir os valores e a cultura da empresa para os seus colaboradores.

1. Disponibilizar os canais de comunicação para ouvir os colaboradores e promover a criatividade

No prazo de duas semanas, as rotinas de trabalho foram alteradas substancialmente, o que levou a uma necessidade de adaptação rápida por parte das empresas. Para poder chegar aos trabalhadores da melhor forma, é necessário ouvi-los desde o primeiro momento e garantir que possuem as mesmas condições, caso estivessem a trabalhar a partir do seu escritório.

Se o trabalhador precisa de uma cadeira de escritório mais confortável ou do segundo ecrã que utiliza normalmente, é importante que sejam concedidos estes pedidos tanto quanto possível, de forma a garantir a produtividade de cada uma das pessoas e que as suas rotinas habituais não sejam quebradas.

Ao mesmo tempo, este é um momento certo para dar asas à criatividade coletiva. Em momentos como estes é frequente surgirem novos produtos ou soluções.

2. Ser flexível e promover rotinas equilibradas

O trabalho remoto tem os seus próprios desafios. As condições que o trabalhador tem em casa poderão não ser as mesmas que se tem no trabalho. Mas é importante que se tente perceber quais as preocupações e angústias das pessoas, para entender de que forma se pode adaptar o trabalho.

Aceder a pedidos simples como ir tratar do filho por um momento ou a realização de outras tarefas que podem contribuir para uma maior felicidade do trabalhador são essenciais para garantir uma maior aceitação e produtividade do mesmo. Segundo a Organização Mundial de Saúde um ambiente de trabalho mais confortável resultará em trabalhadores mais felizes.

3. Manter um olhar bem atento ao negócio e a partilha com as equipas

Trabalhar remotamente não é uma novidade no mundo dos negócios, o que pode ser mais invulgar é toda a empresa estar a trabalhar a partir das suas casas. É fundamental que os colaboradores se sintam acompanhados e tenham um canal aberto de comunicação com os colegas e superiores, onde possam colocar perguntas ou receber feedback, para que o espírito de grupo e entreajuda não se perca confiando sempre na autonomia e capacidade de cada um.

É importante perceber que, apesar de já não se encontrarem no mesmo local físico, que o apoio e feedback dado aos trabalhadores deve ser o mesmo, para que não se sintam perdidos nesta nova realidade.

4. Garantir bem-estar físico e mental

Trabalhar a partir de casa pode significar menos trânsito e menos stresse matinal, no entanto, não significa uma menor carga de trabalho. Preservar a cultura da empresa também passa por manter as reuniões semanais ou mensais programadas, assim como os momentos de lazer.

Combinar uma hora onde reúne os seus colaboradores apenas para conversar num contexto relaxado e sem se falar de trabalho, pode ser essencial no bem-estar dos trabalhadores e por sua vez na motivação e comprometimento com a empresa dos mesmos.

É importante também que crie oportunidades para que o colaborador desligue, seja com aulas em grupo, mesmo que por videochamada ou com o uso de aplicações que ajudem a relaxar. Se verificar que um colaborador poderá estar a passar por uma fase de ansiedade, também recorrer a serviços de coaching online podem ser uma boa solução para garantir a felicidade do trabalhador.

Outra das medidas passa pela prática de 15 minutos de exercício, com um personal trainer online, para que os colaboradores possam manter este mesmo bem-estar físico e mental.

5. Recrutar em tempos de isolamento

O teletrabalho conta com muitas vantagens mas limita a realização de procedimentos normais no dia a dia de uma empresa. Se olharmos para a questão das novas admissões, sabemos que a assinatura de um contrato não é feito de forma presencial, visto que o risco de contágio do COVID-19 é real.

A questão das iniciativas que promoviam encontros entre equipas ou processos de onboarding, que necessitavam da deslocação das pessoas para determinados sítios, também já não é possível. Como tal, é fundamental que a empresa desenvolva alternativas reais e seguras para promover estas mesmas experiências mas numa realidade alternativa, que permita ao trabalhador ter contacto com alguns dos valores e cultura da empresa, mas vivendo-as de uma forma distinta.

Apostar em realizar entrevistas por videoconferência ou promover a assinatura de contratos de forma digital podem ser formas de adaptação a esta nova realidade em que vivemos.

Texto: Pipedrive (plataforma de CRM)

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