A circuncisão, sem razões médicas ou religiosas, está a ser fortemente desencorajada, mesmo em países como os Estados Unidos da América, onde já foi advogada para todos os recém-nascidos masculinos, a exemplo do que algumas religiões tradicionais impõem. Também conhecida como exérese do prepúcio, peritomia ou postectomia, é uma operação cirúrgica que consiste na remoção do prepúcio, prega cutânea que recobre a glande do pénis.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 30% dos homens no mundo, cerca de 665 milhões, são circuncidados. A maioria é-o por motivos religiosos, uma vez que 68% deles são muçulmanos. Mas, em muitos países, a prática continua a ser criticada. «Existe evidência suficiente para se afirmar que a circuncisão pode ser psicologicamente agressiva, mesmo quando praticada em rapazes muito pequenos», afirma Nuno Monteiro Pereira.

«Na verdade, a maior parte dos rapazes aos quais não é removida a pele prepucial não irá ter qualquer problema futuro. Uma melhor higiene peniana oferece todas as vantagens da circuncisão de rotina, sem os inconvenientes funcionais e sexuais inerentes ao procedimento cirúrgico», refere, contudo o especialista, médico urologista no Hospital Lusíadas, em Lisboa.

«As poucas razões médicas em que a circuncisão pode ser indicada incluem os casos em que o anel do prepúcio é demasiado estreito (fimose), inflamação recorrente (balanite) ou refluxo vesico-ureteral e anomalias renais significativas», acrescenta ainda o médico urologista. O programa de combate à SIDA da ONU defende que a circuncisão reduz o risco de contágio do HIV nos casos de cópula vaginal, mas também afirma que o uso do preservativo continua a ser indispensável.

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