O número de novos casos de cancro em Portugal deve ultrapassar os 58 mil este ano, com as mortes por doença oncológica a ascenderem a quase 29 mil, segundo estimativas globais de 2018 da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC).

De acordo com os dados compilados por esta agência da Organização Mundial de Saúde (OMS), um quarto da população em Portugal está em risco de desenvolver cancro até aos 75 anos e 10% corre risco de morrer de doença oncológica.

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O cancro do pulmão, que é o que mais doentes afeta em termos mundiais, surge em Portugal em quarto lugar de incidência, com cerca de 5.200 casos este ano.

Numa análise por sexos, o cancro com maior incidência nos homens é o da próstata, seguido do colorretal.

Nas mulheres, o cancro da mama aparece em primeiro lugar, sendo também o colorretal o que tem a segunda maior incidência.

O cancro colorretal é um dos tipo de cancro com mais novos casos em Portugal todos os anos, estimando-se a deteção de mais de 10 mil doentes. Segue-se o cancro da mama, com sete mil doentes, e o da próstata, que será diagnosticado em mais de 6.600 homens.

Em termos de mortalidade, o cancro do pulmão é o mais mortal em Portugal, seguido do cancro do cólon, do estômago e da próstata. O cancro da mama surge em quinto lugar, numa análise a 36 tipos de doença oncológica.

De acordo com a IARC, cerca de 155 mil pessoas vivem em Portugal com cancro diagnosticado há mais de cinco anos.

18 milhões de casos por ano

Em todo o mundo, mais de 18 milhões de novos diagnósticos de cancro e 9,6 milhões de mortes são estimados todos os anos. Os números indicam que um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres morrem devido a doença oncológica.

Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres em todo o mundo desenvolve cancro nalguma fase da sua vida.

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O cancro é responsável por mais de um quarto das mortes na União Europeia, com o cancro do pulmão a revelar-se o mais fatal entre os homens e o cancro da mama entre as mulheres, segundo dados do Eurostat.

Os dados hoje divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da UE por ocasião do Dia Mundial da luta contra o Cancro revelam que, em 2016, quase 1,2 milhões de pessoas morreram de cancro no conjunto dos 28 Estados-membros, o que representa 26% de todas as mortes registadas na União.

Nesse ano, morreram em média 257 pessoas por cada 100 mil habitantes na União devido a cancro, com Portugal ligeiramente abaixo da média comunitária (246), tendo a população masculina sido mais afetada do que a feminina: 656.100 mortes entre os homens (29% de todos os óbitos entre a população masculina), 511.600 entre as mulheres (23% das mortes).

Entre os homens, o cancro do pulmão foi o mais fatal (165 mil casos mortais, o que representa 25% de todas as mortes causadas por cancro na população masculina da UE), seguido do cancro colorretal (77.400 mortes, 12%) e do cancro da próstata (65.200 óbitos, 10%).

Entre as mulheres, o cancro da mama foi o mais fatal (84.300 mortes, o que representa 16% de todas as mortes causadas por cancro entre a população feminina europeia), seguido do cancro do pulmão (74.100 mortes, 14%) e pelo cancro colorretal (62.300 casos fatais, 12%).

Reportando-se sempre a dados de 2016, o Eurostat destaca que o cancro causou 288.900 mortes entre pessoas com menos de 65 anos, o que representa 37% de todas as mortes registadas na UE neste grupo etário.

Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que o número de casos de cancro em todo o mundo poderá aumentar 60% nos próximos 20 anos se se mantiver o ritmo de expansão da doença.

Artigo atualizado às 09h24 com dados do Eurostat.

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