23 de janeiro de 2014 - 09h54
A associação ambientalista Quercus debate na sexta-feira, nas jornadas do ambiente, que se realizam em Fátima, a alimentação sustentável nas escolas com o objetivo de ver "reduzida a pegada ecológica".
“Gostaríamos que a alimentação nas escolas tivesse um menor impacto do ponto de vista ambiental”, afirmou à agência Lusa Susana Fonseca, colaboradora da Quercus, salientando a importância do exemplo: “Se fornecermos às crianças uma alimentação mais sustentada e explicarmos por que razão é essa alimentação e não outra, vamos ter aqui uma formação das próximas gerações”.
Apontando os aspetos positivos para a saúde das crianças de uma alimentação sustentável, Susana Fonseca realçou: “Não é a saúde, apenas, via obesidade, mas fornecer-lhes uma alimentação mais equilibrada e amiga do ambiente”.
Susana Fonseca defende que a agricultura biológica deve ser a base da alimentação sustentável nas escolas, reconhecendo, contudo, que este é um trabalho a ser feito “progressivamente”.
Para a responsável, organismos geneticamente modificados devem ser excluídos das ementas das escolas que, por seu lado, devem fazer com que “a proveniência maior dos alimentos seja da agricultura biológica” e privilegiar a produção local, regional e nacional.
“Tentar dar menos proteína animal, substituindo por proteína vegetal” é outra das sugestões de Susana Fonseca: “Não passa por defender uma alimentação vegetariana nas escolas, mas lembrar que proteínas vegetais têm associados menores impactos e, também, menores custos, com idêntico valor nutricional”.
Por outro lado, a colaboradora da Quercus considera importante o combate ao desperdício, apontando a possibilidade de as escolas terem “um sistema que permita encaminhar para instituições as refeições que não são consumidas” e, ainda, “o aproveitamento dos restos alimentares para compostagem”.

“Podemos dizer que já há algum trabalho nas escolas, mas no âmbito do ser saudável quando se aposta no consumo de vegetais e de fruta”, declarou, admitindo que o país “está muito aquém do que poderia estar”, sendo que “às vezes não é só uma questão financeira, mas de vontade política”.
Manifestando o desejo de que as jornadas sejam um “ponto de partida”, Susana Fonseca considera necessário “perceber onde estão as barreiras e o que é necessário fazer em conjunto para as ultrapassar para que, a médio prazo, o país tenha uma estratégia com objetivos claros de inclusão de critérios de sustentabilidade na alimentação escolar”.
As jornadas começam às 09:30, estando em debate, na parte da manhã, o passado e presente na alimentação nas escolas e a perspetiva da produção na alimentação nos estabelecimentos de ensino.
Os bons exemplos e a proposta da Quercus sobre critérios de compras públicas na área da alimentação nas escolas são as temáticas da tarde das jornadas, que já vão na 23.ª edição.
Lusa

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