Esse "esforço de sensibilização abrangeu ainda três faculdades e mais 135 alunos" disse à agência Lusa António Araújo, o presidente da direção Pulmonale, uma associação sediada no Porto. "Trata-se de um projeto em dois formatos, que abrange sessões de esclarecimento sobre a problemática do cancro do pulmão e de sensibilização, num âmbito mais alargado no tempo, e que esperamos possa chegar aos familiares dos alunos e professores", explicou.

Limitada pela "falta de verbas", a Pulmonale tem circunscrito a sua intervenção a escolas de Lisboa e do Porto, mas, segundo Isabel Magalhães, vogal da direção, "recebeu um pedido de informação de uma escola do Algarve".

Ciente de que consumo de tabaco se inicia geralmente na adolescência, a Pulmonale "mantém-se empenhada em tentar mudar mentalidades” nesse escalão etário, explicando que “também podem afirmar-se sem ser através do cigarro", acrescentou.

Instituição Particular de Solidariedade Social, a associação tem também em curso desde 2013 um projeto no setor empresarial, a "Empresa Azul-sem tabaco" que já visitou "oito organizações e 2.606 trabalhadores", disse Isabel Magalhães. "Estivemos em seis empresas, num agrupamento de centros de saúde e numa Junta de Freguesia", precisou a dirigente da Pulmonale. Esse programa resultou "na comparência de 1.261 trabalhadores nas ações de sensibilização/formação, tendo 122 iniciado as consultas de cessação tabágica".

Os projetos da Pulmonale no contexto laboral têm uma duração entre nove e 12 meses, conforme a dimensão da instituição e, no final, é emitido o certificado de "Empresa Azul Sem Tabaco".

Em 2012, aquela associação já tinha visitado "quatro empresas e feitas as primeiras ações de sensibilização/formação para 97 trabalhadores", acrescentou Isabel Magalhães, frisando que o atual projeto "está aberto a outro tipo de organizações ou grupos de pessoas". "O tabagismo tem custos enormes para a saúde e para o Serviço Nacional de Saúde", lembrou presidente da Pulmonale, para quem "a redução do seu consumo e o investimento na prevenção reduziria também os custos na saúde".

"Deveria haver fundos do Estado dedicados a estas ações preventivas e nós já temos experiência no terreno e trabalho apresentado, seria um contributo importante", argumentou António Araújo.

A Pulmonale apoia também a formação e a investigação científica, sendo parceira de congressos internacionais, como o que vai ocorrer em Madrid, na Espanha, em maio, denominado "II Forum La Oncologia Medica en Tres Dias", enquanto em abril, António Araújo fará uma palestra nos "Encontros da Primavera de Oncologia", em Évora. "A associação também já patrocinou bolsas de estudo e estágio académicos na Pulmonale a alunos de universidades portuguesas", frisou o presidente.

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