27 de junho de 2014 - 13h35

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para a necessidade de se tomar "medidas drásticas" face ao contínuo aumento do número de mortos e de casos do vírus ébola na República da Guiné, Libéria e Serra Leoa.  

Num comunicado divulgado na quarta-feira, a OMS indica ter havido um "aumento significativo" do número de casos e de mortes devido ao ébola, apesar de a organização ter fornecido assistência técnica através do envio de uma equipa multidisciplinar de 150 especialistas.  

Desde o início do ano e até segunda-feira passada são já 635 o total de casos registados, 399 dos quais causaram a morte do paciente, refere a OMS, assinalando que "o atual surto de ébola é, assim, o maior em termos de número de casos e de mortes, bem como em termos de expansão geográfica".

"Não se trata já de um surto num país específico, mas de uma crise sub-regional que exige uma ação firme por parte dos governos e dos vários parceiros", alerta o diretor regional para África da OMS, Luís Sambo, citado no comunicado.

A OMS está "seriamente preocupada" com a propagação transfronteiriça em curso, adianta o responsável.  

Para discutir o melhor modo de travar a crise e desenvolver medidas para um combate conjunto, a OMS vai organizar uma reunião dos ministros da Saúde de 11 países e de parceiros envolvidos no combate ao surto em Accra, no Gana, a 02 e 03 de julho, informou a organização da ONU.  

O vírus do ébola é altamente contagioso e tem uma taxa de mortalidade que pode atingir 90 por cento dos casos, segundo a OMS. Provoca uma febre hemorrágica caracterizada por vómitos, diarreia, dores musculares e, nos casos graves, pela falência de órgãos e uma hemorragia interna incontrolável.

Por Lusa com SAPO Saúde

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