O levantamento, consultado pela Lusa, analisa a situação de 1.643 unidades de saúde públicas, das quais 1.575 são de nível primário, 54 de nível secundário e sete de níveis seguintes.

Segundo o inventário, apenas 11% das unidades de saúde avaliadas possuem balança para adultos, balança para crianças, termómetro, estetoscópio, aparelho de pressão arterial e fonte de luz para observação arterial, equipamentos que o estudo considera básicos para a prestação de cuidados de saúde.

Os itens com maior disponibilidade nas unidades de saúde são as balanças para adultos e crianças (92% e 91%, respetivamente), seguido de termómetro (84%).

A fonte de luz para observação é o equipamento menos disponível (19%), refere-se no inventário.

Contudo, com exceção da fonte de luz para observação, a percentagem de unidades de saúde com cinco equipamentos básicos está acima dos três quartos.

O inventário refere ainda que a disponibilidade média nacional dos elementos necessários para o controlo de infeções nas unidades de saúde é de 66%.

Em média, as unidades de saúde analisadas têm cinco dos nove elementos avaliados.

As unidades de saúde da província de Inhambane (75%), Manica (75%) e Maputo cidade (73%) apresentam as maiores médias de disponibilidade de elementos necessários para o controlo de infeções.

As unidades de saúde de Niassa (53%) e Nampula (58%) apresentam as médias mais baixas de disponibilidade de elementos para controlo de infeções, estando abaixo da média nacional.

A disponibilidade média de medicamentos era de 55% no dia da realização do inquérito, o que significa que as unidades de saúde tinham em média oito medicamentos dos 15 avaliados.

As províncias de Cabo Delgado (59%), Tete, Manica e Gaza (58%) apresentam unidades de saúde com as maiores médias de disponibilidade de medicamentos.

Mais de três quartos (94%) das unidades sanitárias visitadas oferecem serviços de planeamento familiar, 90% tinham pílulas contracetivas combinadas e menos de metade (48%) tinham pílulas contracetivas de emergência.

O preservativo masculino é o terceiro método mais disponível nas unidades de saúde, sendo a vasectomia e laqueação os serviços com menor disponibilidade.

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