As amostras vão ser recolhidas em 2.700 pessoas de várias idades em várias áreas do país. "Estes resultados vão ser úteis para a modelação daquilo que se prevê que seja a evolução da epidemia em Portugal tendo em conta o nível de imunidade encontrado na população", diz Ana Paula Rodrigues, a coordenadora do inquérito que será levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), à Antena 1.

As crianças com menos de 10 anos também vão ser incluídas no estudo. "A nossa ideia de inclusão de um grupo que parece menos afetado é exatamente confirmar se o nível de infeção nesta população é mais baixo ou se são afetadas e têm uma maior proporção de infeções assintomáticas", esclarece a responsável à estação pública. 

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O INSA acredita que na segunda quinzena de junho vai ser possível saber a percentagem da população portuguesa que desenvolveu imunidade para o novo coronavírus. O estudo vai arrancar dentro de duas semanas em todo o país.

Enquanto não aparece uma vacina, os cientistas querem fazer um retrato do nível de imunidade dos portugueses em relação ao coronavírus SARS-CoV-2. Segundo o INSA, este inquérito serológico representa um passo importante no combate à pandemia, já que pretende conhecer estatisticamente a quantidade de pessoas que tem anticorpos contra o vírus causador da COVID-19.

150 laboratórios associam-se ao estudo

O inquérito vai ser feito junto dos utentes dos laboratórios de análises em 150 locais do país. Sempre que alguém, por uma outra razão, for a um laboratório fazer análises, pode vir a ser convidado a dar uma amostra de sangue para o estudo.

"As pessoas são convidadas a participar neste estudo quando se dirigem a um dos laboratórios parceiros do estudo para realização das suas análises sanguíneas de rotina", esclarece a coordenadora do estudo à TSF.

A integração no estudo é voluntária, mas está dependente de convite dos especialistas. Não são aceites pessoas que se ofereçam para participar no inquérito, uma vez que uma auto-seleção poderia enviesar a amostra do estudo.

"As pessoas que se viessem oferecer para participar no estudo têm um interesse especial na temática, e isso pode dever-se ao debate que tem ocorrido ou a terem tido uma infeção anterior ou contacto com alguém suspeito ou ainda por viverem num local com elevada incidência da infeção", afirma citada pela referida rádio.

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Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Mais de 25 mil casos de infeção em Portugal

Segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia, o país contabilizava na terça-feira 1.074 mortos associados à COVID-19 em 25.702 casos confirmados de infeção.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia já provocou mais de 254 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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