“O dinheiro que ganho faz-me falta”, disse à Lusa a enfermeira Eugénia Fonseca, associada do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que decretou esta paralisação de dois dias pela “valorização e dignificação” destes profissionais.

Tal como Eugénia Fonseca, também Sofia, uma enfermeira de nacionalidade espanhola a trabalhar no Centro de Saúde da Carvalhosa, decidiu não aderir ao protesto, não porque não concorde com os motivos invocados pelo SEP, mas por considerar que “há outras formas de defender os direitos sem ser a greve”.

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Na Unidade de Saúde Familiar de Ramalde os enfermeiros convocados para trabalhar às 08:00 compareceram ao serviço.

Uma das enfermeiras disse à Lusa que “a greve faria sentido se houvesse uma união de sindicatos e não uma luta entre eles. Os enfermeiros são apanhados no meio dessa luta”. “Além disso, anulei a minha inscrição no SEF, na sequência da manifestação em Lisboa, a 15 de setembro de 2017. Na altura perguntei se me apoiavam se fosse à manifestação, disseram-me que, se fosse ilegal, não o fariam”, contou.

Na ocasião, a secretaria de Estado do Emprego considerou irregular a marcação da greve, alegando que o pré-aviso não cumpriu os dez dias úteis que determina a lei.

A manifestação de 15 de setembro de 2017 realizou-se no último de cinco dias de greve nacional, convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros e pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem, ficando de fora o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Os enfermeiros realizam hoje e sexta-feira uma greve pela “valorização e dignificação” destes profissionais e que ficou agendada apesar da marcação de um calendário de negociações com o Governo sobre as suas 15 reivindicações.

A greve, marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), começou no turno da manhã de hoje e termina às 24:00 de sexta-feira.

Segundo o SEP, os objetivos desta greve prendem-se essencialmente com a valorização e dignificação dos enfermeiros. O sindicato reivindica o descongelamento das progressões, com a contagem dos pontos justamente devidos a todos os enfermeiros, independentemente do tipo de contrato de trabalho.

A contratação imediata de 500 enfermeiros e de mais 1.000 enfermeiros entre abril e maio é outra das reivindicações, assim como “a ocupação integral dos 774 postos de trabalho colocados a concurso” para as Administrações Regionais da Saúde (ARS).

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