Uma funcionária da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) entrou hoje em greve de fome, em frente ao Hospital de Portalegre, como forma de protesto contra o atraso no pagamento dos vencimentos deste mês.

“Eu contava receber o meu ordenado dia 21 deste mês. Sou doente oncológica, fui operada aos intestinos e não tenho dinheiro para comprar a dieta que me foi receitada”, justificou Maria Carvalho, de 61 anos, em declarações à agência Lusa.

Além disso, sublinhou, "tenho a renda da casa para pagar, tenho débitos diretos que são sempre efetuados no dia 21 de cada mês e, neste momento, tenho um saldo negativo na conta bancária”.

Maria Carvalho, que trabalha nos serviços administrativos do Centro de Saúde de Nisa, adiantou ainda que tem marcada para quinta-feira, em Lisboa, uma consulta de oncologia, mas que vai faltar à chamada por “falta de dinheiro”.

“Não tenho dinheiro para me deslocar, a não ser que alguém me empreste”, disse.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da ULSNA, Ilídio Pinto Cardoso, garantiu que o “erro técnico” que originou o atraso nos pagamentos aos cerca de 1800 funcionários da unidade “já foi corrigido” e os vencimentos “já começaram a ser processados hoje de manhã”.

Esta situação, garantiu, "é alheia à administração da ULSNA”.

A ULSNA é constituída pelos hospitais de Portalegre e Elvas e por 15 centros de saúde espalhados por outros tantos concelhos do distrito de Portalegre.

23 de novembro de 2011

@Lusa

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