3 de junho de 2014 - 11h04

O Governo de Barack Obama desvendou segunda-feira um plano para reduzir as emissões de carbono em cerca de 30% até 2030 nas centrais termoelétricas do país, uma proposta com que os Estados Unidos confiam "liderar" as negociações internacionais do tema.  

A proposta, apresentada pela Agência de Proteção do Meio Ambiente e que não terá início, pelo menos, até junho de 2016, toma como referência os nível de 2005 e procura dar flexibilidade aos estados para alcançar este objetivo. 

"Isto é como se conseguíssemos eliminar a contaminação anual de carbono de dois terçaos dos automóveis e camiões dos Estados Unidos", disse Gina McCarthy, diretora da Agência ao anunciar o plano. 

O documento, emitido em ordem executiva e considerado uma peça-chave da agenda de Obama contra as alterações climáticas, conta com a oposição frontal de grande parte da ala republicana do Congresso, a indústria do carvão e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos. 

"Como resultado deste plano, as faturas de eletricidade irão baixar de preço à medida que estes padrões atraiam investimento em eficiência energética e no corte de resíduos; e, possivelmente, poupar dinheiro nas casas e nas empresas", defendeu Barack Obama numa conversa telefónica com grupos de saúde pública. 

Para facilitar a aplicação do plano, o Governo dos Estados Unidos procurou dar flexibilidade aos estados, que em vez de encerrarem imediatamente as centrais termoelétricas, consideradas as mais poluentes, podem, por exemplo, aumentar a sua produção em energias renováveis ou permutar autorizações de poluição com outros estados. 

"A chave para que o plano funcione é que a meta de cada estado seja ajustada às suas próprias circunstâncias, e os estados podem alcançar os objetivos com melhor conseguirem", sublinhou Gina McCarthy. 

Cerca de 40% da poluição nos Estados Unidos é oriunda das centrais de energia e a norma vai regular as emissões de carbono em centenas de centrais, entre las 600 alimentadas a carvão. 

Por Lusa

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