É o primeiro estudo que relaciona diretamente este tipo de tumor com o pesticida, proibido em muitos países mas ainda amplamente utilizado em África e Ásia.

"Há muito tempo que se suspeitava que os produtos químicos ambientais podem causar cancro de mama, mas até agora poucos estudos em humanos tinham apoiado esta hipótese", afirmou Barbara Cohn, do Instituto de Saúde Pública em Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, e co-autora do estudo divulgado esta semana na revista científica Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

Os investigadores examinaram um grupo de mulheres que foram expostas ao DDT na década de 1960, quando o pesticida era popular nos Estados Unidos, e focaram-se em 118 mães que tiveram filhas que foram diagnosticadas com cancro de mama.

As amostras de sangue armazenadas deram aos cientistas uma ideia do nível de exposição ao DDT que tinham quando estavam grávidas ou logo depois do parto.

"Independentemente da história de cancro de mama na mãe, os altos níveis de DDT no sangue materno foram associados a um aumento quatro vezes superior do risco da criança sofrer de cancro de mama", disse o estudo.

Sabe-se que os produtos químicos presentes no DDT são desreguladores endócrinos, que podem imitar ou interferir na função do estrogénio, uma hormona feminina.

Estudos anteriores relacionaram este pesticida com redução da fertilidade e aumento do risco de diabetes tipo 2.

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