A decisão foi conhecida depois de uma das pessoas tentar deixar a base militar da Califórnia, onde os americanos retirados da China aterraram esta quarta-feira num voo fretado.

A ordem de isolamento é a primeira diretriz do tipo em mais de 50 anos, dizem as autoridades americanas. 

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Os Estados Unidos recomendou aos seus cidadãos que não viajem para China depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar na quinta-feira emergência mundial de saúde pública.

O número de mortos na China aumentou esta sexta-feira para 213 e as infeções totais para quase 10.000 pessoas, superando a epidemia de SARS. Há mais de 20 países com casos confirmados.

"Esta ordem é parte de uma resposta agressiva de saúde pública, cujo objetivo é prevenir na melhor medida possível a propagação comunitária deste novo vírus nos Estados Unidos", disse Nancy Messonnier, diretora da unidade de doenças respiratórias dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), entidade federal de saúde.

"Preferimos ser lembrados por reagir de forma exagerada e não por fazê-lo de forma insuficiente", destacou.

O avião com os repatriados, incluindo diplomatas e suas famílias, pousou há dois dias em uma base militar em Riverside, Califórnia, e as autoridades informaram inicialmente que se pediria aos passageiros que se isolassem voluntariamente por até 72 horas.

Por enquanto, nenhum indivíduo apresentou sintomas do novo coronavírus.

A ordem federal de quarentena foi divulgada depois de um dos cidadãos retirados tentar deixar a base militar.

O isolamento é exigido para pessoas que tenham sido expostas a uma doença, mas sem apresentar os sintomas, segundo os CDC. "A última vez que se emitiu uma ordem de quarentena foi na década de 1960 pela varíola", disse Marty Citron dos CDC.

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Até agora os Estados Unidos confirmaram seis casos de coronavírus e mais de 120 estão em análise.

Messonnier exortou as pessoas a não se deixarem levar pelo pânico, mas tomar as precauções normais para vírus respiratórios: lavar bem as mãos por 20 segundos, desinfetar superfícies, ficar em casa em caso de doença e cobrir com um lenço a boca e nariz ao tossir ou espirrar.

Também pediu que não se pressuponha que uma pessoa de ascendência asiática está infetada, destacando que há quatro milhões de americanos de origem chinesa nos Estados Unidos.

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