Muitas espreguiçadelas são o remédio combater o stress no trabalho, que é tão mau para a saúde como a obesidade ou o tabagismo e que custa muito caro a trabalhadores, empresas e Estado, defendeu ontem uma psicóloga.

“Espreguiçar poupa umas doses de Xanax. Aprendam com os gatos que eles é que sabem. Volta e meia, façam uma pausa e espreguicem-se. Vão ver que o trabalho vos corre muito melhor”, disse Liliana Moreira, durante um seminário em Famalicão sobre “Fatores de risco psicossociais no trabalho”.

Além do espreguiçar, a técnica sublinhou ainda, como formas de combater o stress, a importância do sorrir, do chorar e de um sonoro “ai”, dito em forma de suspiro e com um respirar muito fundo, “como fazia a nossa avozinha”.

O stress que, como adiantou, custa por ano 300 biliões de dólares nos Estados Unidos da América, com baixas médicas e absentismo laboral.

O stress pode conduzir a uma situação de esgotamento (o chamado “burnout”).

“Espreguicem-se, espreguicem-se e espreguicem-se”, insistiu Liliana Moreira.

Lembrou ainda que “sorrir é profissional”, para apelar ao fim das caras sisudas no local de trabalho.

A psicóloga falava em Vila Nova de Famalicão, durante o seminário “Fatores de risco psicossociais no trabalho”, promovido pela Associação de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave.

Estes fatores, como o stress, a violência e o assédio moral ou sexual serão, a partir de 2014, a principal causa de absentismo laboral em Portugal, segundo afirmou no mesmo seminário um responsável da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

17 de fevereiro de 2012

@Lusa

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