"Repelentes de piolhos, braceletes contra enjoos, pulseiras para manter os mosquitos à distância... Tudo isto existe. Nada disto funciona", garante a DECO numa nota de imprensa.

"Todos os dias os consumidores são confrontados com a publicidade a produtos com potencialidades extraordinárias, milagrosos até. Mas o único milagre que conseguem operar, e muito bem, é o da subtração de uns bons euros ao bolso de quem vai à aventura, porque mal não faz", acrescenta.

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Para a DECO, que analisou estudos científicos para cinco categorias, os seguintes produtos não têm qualquer utilidade:

- Repelentes de piolhos;

- Pulseiras e ultrassons contra mosquitos;

- Braceletes antienjoo;

- Dilatadores nasais, adesivos e sprays para evitar ressonar;

- Purificadores de ar por ionização, que se dizem benéficos para quem sofre de asma crónica.

A DECO refere que os consumidores perdem tempo precioso a tentar curar-se com produtos sem validade e, quando procuram a via adequada, o "problema de saúde pode ser mais difícil ou até impossível de atacar". Na área dos tratamentos, "há ainda a possibilidade de produzirem efeitos secundários graves ou de interferirem na ação de medicamentos que eventualmente estejam a tomar".

"Não é difícil ser-se apanhado pelas promessas destes produtos milagrosos, sobretudo quando os tratamentos e medidas tradicionais não funcionam. É frequente vermos testemunhos com histórias de sucesso a promovê-los, muitas vezes, encenados", considera a associação .

Para a DECO, o "radar charlatão" deve ser ativado sempre que um produto seja promovido como cura rápida e eficaz para uma panóplia de doenças e, mais ainda, se surgirem expressões como "avanço científico", "cura milagrosa", "produto exclusivo", "ingrediente secreto" ou "remédio ancestral".

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 Outros sinais de alarme

A linguagem emotiva, pouco objetiva, e a disponibilização do produto através de um único canal (por exemplo, num site da internet), com pagamento adiantado, e o recurso a técnicas de vitimização, como indicar que as autoridades e profissionais de saúde conspiraram para aniquilar o produto, são outros sinais de alarme.

A publicidade a produtos que exageram as suas capacidades é condenada pela diretiva europeia relativa às práticas desleais, transposta para a lei nacional há mais de 11 anos. Estão proibidas práticas que prejudiquem os interesses económicos dos consumidores, como "ações enganosas", que "contenham informações falsas ou que, mesmo sendo factualmente corretas, [...] induzam ou sejam suscetíveis de induzir em erro o consumidor", nomeadamente, em relação aos "resultados que podem ser esperados da sua utilização, ou aos resultados e às características substanciais dos testes ou controlos efetuados ao bem", cita a DECO.

"O Infarmed, no que respeita a cosméticos e a produtos de saúde, a Direção-Geral da Saúde, no caso dos biocidas, como as pulseiras antimosquitos, e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), para os restantes, deveriam prestar mais atenção a este tipo de produtos", defende a associação.

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