Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.705 mortes associadas à COVID-19 e 49.379 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais três óbitos, 229 infetados e 370 recuperados. Ao todo há já 34.369 casos de recuperação em Portugal. 

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região do país com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 172 das 229 novas infeções (75,1%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 828 óbitos (+1 que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (576 +2), Centro (252) e Alentejo (19). Pelo menos 15 mortes foram registadas no Algarve. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 431 doentes internados, menos oito que ontem, e 59 em unidades de cuidados intensivos, os mesmos que na quarta-feira.

Pelo menos 1.545 pessoas aguardam resultado laboratorial e 34.966 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 427.203 casos suspeitos, sendo que 376.279 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.146 tinham mais de 80 anos, 327 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 152 entre os 60 e 69 anos, 55 entre 50 e 59, 20 entre os 40 os 49, três entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 24.857 (+172 que ontem), seguida da região Norte (18.415 +25), da região Centro (4.387 +17), do Algarve (796 +10) e do Alentejo (639 +14). Nos Açores, existem 159 casos confirmados e na Madeira 102, os mesmos que ontem.

Relativamente aos concelhos, não houve atualizações, uma vez que a DGS decidiu passar a atualizar esses dados apenas à segunda-feira. Lisboa continua assim a registar o maior número de infeções pelo coronavírus, com 4.240 casos, seguido de Sintra (3.476), Loures (2.197), Amadora (2.090), Vila Nova de Gaia (1.786), Porto (1.437), Odivelas (1.425), Matosinhos (1.313), Cascais (1.302), Braga (1.265), Gondomar (1.102), Oeiras (1.030), Vila Franca de Xira (973), Maia (957), Seixal (797), Valongo (782), Guimarães (739), Almada (774), Ovar (702) e Coimbra (626).

Distribuição por idades

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (8.170), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (8.045) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (7.515).

O país registou até ao momento 7.514 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.723 em pessoas mais de 80 anos, 4.968 entre os 60 e 69 anos e 3.463 entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 2.219 casos de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e de 1.695 de crianças até aos nove anos.

De acordo com o documento, 35% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
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Os casos importados

Há várias semanas que não há alteração nos dados dos casos importados em Portugal. Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Total de casos na Europa passa os 3 milhões

Já se registaram mais de três milhões de infeções pelo novo coronavírus na Europa, mais da metade delas na Rússia, Reino Unido, Espanha e Itália - aponta um balanço da AFP, esta quinta-feira, com base em fontes oficiais.

A Europa totalizava às 11h00 de hoje 206.714 mortes para 3.007.088 casos de infeção, a América Latina e Caraíbas 173.867 óbitos (4.057.096 casos), os estados Unidos e Canadá 152.094 mortes (4.083.148 casos), a Ásia 54.096 óbitos para 2.271.815 casos, o Médio Oriente 23.942 mortes (1.048.030 casos), África 16.432 óbitos (771.160 casos) e a Oceania 162 óbitos para 14.936 casos de infeção pelo novo coronavírus.

De acordo com o balanço da AFP, que se reporta às 11h00, estão registados pelo menos 627.307 mortos e 15.253.270 casos de infeção diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da pandemia. Pelo menos 8.535.200 pessoas são consideradas curadas.

Durante o dia de quarta-feira foram registados 266.133 novos casos e 10.053 mortes em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de óbitos nos seus últimos balanços foram o Peru, com 3.876 mortes (188 nas últimas 24 horas e 3.688 correspondem a uma revisão dos dados pelas autoridades, o Brasil (1.284) e a Índia (1.129).

Os Estados Unidos da América (EUA) são o país mais afetado, com 3.970.908 casos registados e 143.190 mortes, segundo o balanço da universidade John Hopkins. Pelo menos 1.210.849 pessoas foram consideradas curadas.

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