Desde o início da pandemia, Portugal registou 1.576 mortes associadas à COVID-19 e 42.141 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, registaram-se mais 8 óbitos (aumento de 0,5%), 229 infetados (crescimento de 0,5%) e 300 recuperados. Ao todo há já 27.505 casos de recuperação em Portugal.

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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a ser a região com mais novos episódios de infeção pelo novo coronavírus, com 188 das 229 novas infeções (82,1%).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de segunda-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 818 óbitos (+1 que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (473 +5), Centro (248 =) e Algarve (15 =). Pelo menos sete mortes (+2) foram registadas no Alentejo. Há 15 mortes contabilizadas nos Açores, o mesmo que ontem. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 491 doentes internados, mais dois do que na segunda-feira, e 73 em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que ontem.

Pelo menos 1.454 pessoas aguardam resultado laboratorial e 31.414 estão em vigilância pelas autoridades. Desde 1 de janeiro registaram-se 380.476 casos suspeitos, sendo que 336.881 não se confirmaram.

Imagem do boletim da DGS
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Das mortes registadas no documento de hoje disponibilizado pela DGS, 1.056 tinham mais de 80 anos, 304 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 144 entre os 60 e 69 anos, 50 entre 50 e 59, 18 entre os 40 os 49, dois entre os 30 e os 39 anos e dois entre os 20 e os 29 anos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 19.165, seguida da região Norte (17.521), da região Centro (4.110), do Algarve (618) e do Alentejo (484). Nos Açores, existem 150 casos confirmados e na Madeira 93.

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Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus, com 3.502 (+49 que ontem), seguido de Sintra (2.668 +54), Loures (1.827 +15), Amadora (1.697 +31), Vila Nova de Gaia (1.650 +1), Porto (1.414 =), Matosinhos (1.292 =), Braga (1.256 =), Gondomar (1.093 =), Odivelas (1101 +3), Maia (950=), Cascais (952 +10), Oeiras (795 +17), Valongo (763 +1), Vila Franca de Xira (768 +23), Guimarães (725), Ovar (690 +2) e Coimbra (613 +2).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (7.013), seguida da faixa dos 30 e 39 anos (6.721) e das pessoas entre 50 aos 59 anos (6.616).

O país registou até ao momento 6.146 doentes com idades entre os 20 e os 29 anos, 5.283 em pessoas mais de 80 anos, 4.339 entre os 60 e 69 anos e 3.039 entre os 70 e 79 anos.

A DGS dá conta ainda de 1.232 casos de crianças até aos nove anos e 1.723 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com o documento, 37% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

Segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, 177 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 137 de França, 88 do Reino Unido, 48 dos Emirados Árabes Unidos, 45 da Suíça, 32 de Andorra, 30 do Brasil, 29 de Itália, 24 dos Estados Unidos, 19 dos Países Baixos, 18 da Argentina, 15 da Austrália, 13 da Alemanha e também 10 na Bélgica.

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O boletim dá ainda conta de oito casos da Áustria, seis do Canadá e quatro de Cabo Verde, quatro do Egito, quatro da Índia e também quatro da Indonésia.

Há ainda três casos importados de Angola, Guatemala, Israel, Irlanda e Tailândia. Há dois casos importados da África do Sul, Chile, Cuba, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Paquistão e Suécia.

Foram importados um caso da Alemanha e Áustria, outro da Alemanha e Irlanda e ainda um de Andorra e Espanha. Há igualmente registo de um caso importado de países como Arábia Saudita, Azerbaijão, China, Dinamarca, Irão, Japão, Maldivas, Marrocos, Noruega, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Turquia, Ucrânia e Venezuela.

Imagem do boletim da DGS
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Veja o mapa interativo sobre os casos de COVID-19 no mundo

Um mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais de 505 mil mortos

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 505.652 pessoas e infetou mais de 10 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 de Lisboa, já morreram pelo menos 505.652 pessoas e há mais de 10.322.400 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 5.187.300 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A AFP adverte que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 126.141 mortos e 2.590.582 casos, respetivamente. Pelo menos 705.203 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 58.314 mortes em 1.368.195 casos, Reino Unido com 43.575 mortes (311.965 casos), Itália com 34.744 mortes (240.436 casos) e França com 29.813 mortos (200.667 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.531 casos (19 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.469 recuperações.

A Europa totalizou 196.686 mortes em 2.670.500 casos, Estados Unidos e Canadá 134.751 mortes (2.694.400 casos), América Latina e Caraíbas 113.933 mortes (2.530.877 casos), a Ásia 34.338 mortes (1.276.020 casos), Médio Oriente 15.968 mortes (746.780 casos), África 9.843 mortes (394.503 casos) e Oceânia 133 mortes (9.328 casos).

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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