Itália anunciou este domingo 756 mortes por coronavírus em 24 horas segundo dados oficiais da Proteção Civil italiana. Há 97.689 infetados desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas registaram-se 5.217 novos casos, num crescimento de 5,64%, em relação ao dia anterior (92.472 infeções).

O número de mortos voltou a baixar pelo segundo dia consecutivo depois de na sexta-feira ter atingido um número recorde de 919 vítimas. No sábado, o número de mortos foi de 889. A taxa de mortalidade é neste momento de 11%.

Do total de infetados 13.030 já recuperaram, mais 646 do que ontem. Existem 27.386 pacientes hospitalizados com sintomas, sendo que 3.906 estão em terapia intensiva, enquanto 42.588 estão a recuperar em casa. As autoridades italianas acreditam que os números vão manter-se estáveis nos próximos dias.

A Lombardia continua a ser a região mais afetada com 41.007, mais 1592 que ontem, o que corresponde a uma taxa de 4,04%, em elação ao boletim de sábado.

A segunda região com mais casos do novo coronavírus é Emilia-Romagna com 13.119 infetados, mais 736 que ontem, o equivalente a uma taxa de mais 5,94% em relação a sábado.

Vários países estão a enviar ajuda para este país. Tanto a Rússia como a China já enviaram equipas de médicos e virologistas, assim como material médico, para solo italiano. A Alemanha, por exemplo, está a aceitar doentes de Itália, face ao entupimento dos serviços de saúde, tendo ocorrido oito transferências no dia de hoje. Cuba também enviou 52 médicos para a península itálica.

A Itália, que registou sua primeira morte relacionada ao coronavírus no final de fevereiro, é o país com o maior número de mortes.

O governo continua a preparar a população para um prolongamento das medidas de confinamento. Os italianos estão proibidos de sair de casa, exceto para as necessidades básicas (trabalho ou saúde) e todas as atividades económicas não essenciais estão suspensas até 3 de abril. "As medidas que deveriam estar em vigor até 3 de abril serão inevitavelmente prolongadas", disse o ministro de Assuntos Regionais Francesco Boccia este domingo.

"Acho que falar sobre reabertura hoje seria pouco apropriado e irresponsável. Todos nós queremos voltar ao normal, mas tomaremos um passo de cada vez".

Segundo os meios de comunicação italianos, o regresso à normalidade será feito progressivamente, começando com a atividade industrial das empresas que podem garantir condições satisfatórias de segurança e terminando com estabelecimentos que envolvem uma alta concentração de pessoas, como bares, restaurantes , piscinas, academias ou escolas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000. Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 363 mil infetados e mais de 22 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.023 mortos em 92.472 casos registados até sábado.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 6.528, entre 78.797 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infetados (mais de 124 mil).

Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.640 mortes reportadas (38.309 casos), a França, com 2.314 mortes (37.575 casos) e os Estados Unidos com 2.191 mortes. Na Alemanha existem mais de 50 mil pessoas infetadas e registaram-se 389 vítimas mortais.

O Reino Unido registou até hoje 1.228 mortes de pessoas devido à COVID-19, entre 19.522 casos positivos, divulgou o Ministério da Saúde britânico, após o Governo ter alertado para a possibilidade de o confinamento ser reforçado e prolongado.

Os Países Baixos ultrapassaram a marca de 10.000 casos do novo coronavírus e mais de 770 mortos pela COVID-19, informaram hoje as autoridades sanitárias do país.

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