
"Com o acordo do Conselho, suspendemos o Conselho até novo aviso", anunciou a sua presidente, Elisabeth Tichy-Fisslberger, perante os diplomatas.
Nenhum país se opôs à decisão, que foi tomada devido à recente avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que declarou na quarta-feira a doença COVID-19 como pandemia.
O Conselho de Direitos Humanos deve ainda reunir-se na sexta-feira para proceder à nomeação de relatores especiais, especialistas independentes da ONU responsáveis por acompanhar situações específicas.
As propostas de resolução deverão ser finalizadas antes do meio-dia de sexta-feira, mas serão examinadas quando o trabalho recomeçar numa data posterior que não foi definida.
Várias resoluções importantes eram aguardadas, principalmente sobre a Líbia, sobre a qual a Suíça queria uma comissão internacional de inquérito.
Até à noite de sexta-feira, apenas um representante por delegação pode participar das reuniões do Conselho.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença COVID-19 como pandemia, uma decisão que justificou com os "níveis alarmantes de propagação e de inação".
A pandemia de COVID-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.
O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados. Até ao momento, as escolas portuguesas mantêm-se abertas, exceto aquelas encerradas de forma casuística por ligação a casos confirmados ou casos suspeitos.
O Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas. Ordenou também a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte, a mais afetada.
Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do país, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.
Os residentes nos concelhos de Felgueiras e Lousada, no distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias. Um pouco por todo o país, centenas de eventos têm sido cancelados num esforço conjunto para travar a propagação do COVID-19.
A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.
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