“É um fenómeno que nós estamos a avaliar e a estudar sendo que não é indiferente a vontade que algumas pessoas têm de morrer em casa seja por covid ou por qualquer outro motivo de morte”, afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da pandemia de covid-19.

Portanto, sublinhou, “tirando essa circunstância, obviamente”, os sítios onde ocorreram mais casos estão a ser averiguados.

Segundo Graça, Freitas, o número de casos é “relativamente pequeno”. Contudo, vincou: “Nós sabemos existe e que temos que investigar o que é que derivou da vontade dos próprios e o que é que pode ter derivado de outro tipo de fatores”.

A diretora-geral da Saúde ressalvou que as pessoas que estão nas instituições e em casa infetadas com o novo coronavírus ou com outras patologias - muitas dessas pessoas têm outras doenças - estão a ser acompanhadas por equipas médicas e de enfermagem das suas unidades de saúde.

Questionada na conferência de imprensa sobre a utilização de máscaras cirúrgicas pela população, incluindo por deputados e membros do Governo, quando a recomendação da DGS é no sentido de as reservar para os doentes e profissionais de saúde, Graça Freitas explicou que as estão a usar porque “o mercado tem capacidade de abastecer”.

“Efetivamente a utilização de máscaras cirúrgicas [pela população] não pode comprometer a necessidade de maior utilização por profissionais de saúde, por doentes, no seio das instituições de saúde e por outros profissionais”, mas “as pessoas estão a usar porque o mercado tem capacidade de abastecer”, adiantou.

Segundo Graça Freitas, Portuqal está a conseguir adquirir para abastecer o mercado, mas “em qualquer altura em que isto não aconteça obviamente as pessoas que estão a usar máscaras cirúrgicas terão que utilizar outro tipo de equipamento”.

Para Graça Freitas, é uma questão de equilíbrio do mercado: “Neste momento nós estamos a conseguir abastecer o mercado do sistema de saúde e de outros setores prioritários para o nosso país, mas que fique claro que não pode haver nunca falta nestes setores mais importantes”.

Portugal regista 735 mortos associados à covid-19 em 20.863 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 21 mortos (+2,9%) e mais 657 casos de infeção (+3,3%).

Das pessoas infetadas, 1.208 estão hospitalizadas, das quais 215 em unidades de cuidados intensivos, e mantém-se as 610 dadas como curadas.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

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