Um golpe de calor não é mais do que uma resposta inflamatória sistémica à exposição a temperaturas muito elevadas ou a exercício físico intenso em ambientes quentes e húmidos.

Os meses de primavera e versão são sinónimo, muitas vezes, de férias e calor. No entanto, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta para o facto de que a exposição prolongada ao sol ou a temperaturas exageradamente elevadas pode ter consequências graves para o sistema cardiovascular.

A taxa de mortalidade por golpe de calor em pessoas saudáveis encontra-se entre os 10% e os 50% e estes números podem ser maiores em quem sofre de alguma doença cardiovascular ou apresenta fatores de risco.

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"Em Portugal, as ondas de calor que se têm verificado nos últimos anos têm sido responsáveis pelo agravamento de inúmeros casos de doença cardíaca e até por um aumento na mortalidade. Isto sucede porque o organismo reage ao aumento da temperatura, podendo originar um golpe de calor", alerta o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, o médico e professor João Morais.

Quais são os sintomas de um golpe de calor?

Os sintomas podem ser vários, mas esteja atento a sudação excessiva acompanhada de febre, dores de cabeça fortes, fraqueza, tonturas, e vómitos. Nestes casos deve-se colocar a vítima num local fresco e aplicar panos molhados no corpo para fazer descer a temperatura enquanto não chega ajuda médica.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aconselha, em primeiro lugar, que as pessoas se mantenham hidratadas, sendo que a sede é já um sinal de desidratação e nunca se deve chegar ao ponto de ter esta sensação. Em segundo lugar, evitar estar no exterior nas horas de maior calor. Por último, evitar fazer exercício físico no exterior ou em locais sem sistema de arrefecimento.

Os idosos e as crianças constituem as faixas etárias mais sensíveis ao calor, pelo que, no caso de exposição a temperaturas excessivamente elevadas, os cuidados devem ser redobrados.

Quem é obeso ou sofre de doença crónica, como insuficiência cardíaca, tem um risco acrescido e são necessárias medidas apropriadas para prevenir um evento cardiovascular durante os meses mais quentes.

Os doentes que fazem terapêutica para controlar a hipertensão estão mais suscetíveis de vir a sofrer de desidratação e, consequentemente, queda abrupta da pressão arterial, taquicardia e pulso fraco. A este cenário junta-se, por sua vez, o risco acrescido de Insuficiência Renal. Por outro lado, esta medicação tem uma acção vasodilatadora, que vai ser potenciada pelo calor. Assim, a terapêutica/dosagem poderá ter de ser revista pelo médico, caso surjam alterações na pressão arterial.

De acordo com o médico e professor João Morais, "é importante que as pessoas se apercebem dos riscos e das consequências, para que nesta altura de maior calor não se verifique um aumento dos eventos cardiovasculares".

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