O presidente da região da Sicília, Nello Musumeci, confirmou numa nota que a mulher chegou a Palermo “antes de começar a emergência (do coronavírus) na Lombardia”.

Segundo a mesma nota, a mulher encontrava-se na Sicília com um grupo de amigas e demonstrava ter sintomas similares aos do coronavírus.

Atualmente está internada em observação na unidade de doenças infecciosas do hospital Cervello de Palermo, “plenamente consciente e não apresenta condições particulares de mal-estar”.

As equipas médicas estão a fazer exames ao seu marido e a todas as pessoas com quem esteve em contacto nos últimos dias.

As amostras examinadas pelo hospital de Palermo serão enviadas "de forma imediata" ao hospital Spallanzani de Roma, onde serão feitas mais análises.

Entretanto, o primeiro ministro italiano Giuseppe Conte apontou a gestão “não completamente apropriada” de “um hospital” para explicar a rápida disseminação do vírus no norte da Itália.

“Está claro que existe um foco e é aí que o vírus se espalha”, disse Conte num programa de televisão da emissora pública Rai Uno, acrescentado: “agora sabe-se que houve uma gestão ao nível de uma estrutura hospitalar que não é completamente apropriada segundo os protocolos de prudência recomendados nestes casos e que, certamente, contribuíram para a difusão”.

O foco principal da epidemia foi identificado em Codogno, perto de Lodi, 60 km ao sul de Milão.

Mattia, um executivo de 38 anos, foi hospitalizado nesta localidade de 15.000 habitantes, sendo considerado o “paciente 1”.

Deste paciente surgem um grande número de casos identificados na Lombardia (noroeste), a região mais afetada pelo vírus, com 172 casos detetados em um total de 229 na Itália, incluindo sete mortes.

Segundo relatos da imprensa, além da sua mulher, grávida de oito meses, e outros parentes, vários dos médicos que o examinaram ficaram infetados, assim como enfermeiras, cuidadores e, depois, pacientes e sua comitiva.

O número de casos de contaminação com o novo coronavírus permaneceu estável na segunda-feira em Itália, país que tenta conter o contágio graças a um cordão sanitário estabelecido em onze municípios do Norte, considerado o centro da epidemia.

O foco do coronavírus afeta a Itália especialmente as regiões do norte, concretamente a Lombardia, onde mais casos de contágio foram detetados, no entanto, esta terça-feira as autoridades referem que já chegou ao sul do país.

O covid-19 já causou pelo menos 231 infetados em Itália, entre os quais se registaram sete mortos, todos eles de idade avançada e/ou com outras patologias, tendo a polícia administrado postos de controlo numa dúzia de cidades do norte e que se encontram sob quarentena.

O surto do Covid-19, que começou na China no final do ano, já matou pelo menos 2.700 pessoas e infetou mais de 80 mil, de acordo as autoridades de saúde de cerca de 30 países afetados.

Além de 2.663 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Hong Kong, Filipinas, França e Taiwan.

Em Portugal, já houve 14 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises, estando um novo caso a ser avaliado.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou, na segunda-feira, para uma eventual pandemia, considerando muito preocupante o aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

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