Até agora, cerca de 50.000 pessoas voluntariaram-se para serem testadas, congratulou-se o ministro da Saúde, Joan Matinez Benazet, apelando a toda a população de Andorra para participar.

O governo afirma poder realizar cerca de 7.000 testes serológicos (para determinar se um indivíduo esteve em contacto com o vírus e se tem por isso anticorpos) por dia, em 11 locais em todo o país, bem como numa dezena de unidades móveis destinadas às pessoas de mobilidade reduzida.

Andorra conta com 740 casos da covid-19 e 40 mortes.

As pessoas positivas neste primeiro teste serológico serão contactadas para um segundo teste PCR (ou virológico, que permite ver se um doente está infetado na altura).

A primeira campanha de testes, durante 10 dias, será seguida de uma segunda, 15 dias mais tarde.

O governo de Andorra pretende assim permitir o levantamento gradual do confinamento, protegendo “os cidadãos mais vulneráveis e minimizando o risco de contágio”.

O principado, onde cerca de 11% dos habitantes são portugueses, localiza-se nos Pirenéus entre a França e a Espanha, dois dos países mais afetados pela pandemia, indicando o governo ter investido 1,6 milhões de euros na compra dos testes à China e na instalação do dispositivo.

A Espanha (23.521 mortos, mais de 209 mil casos) e a França (22.856 mortos, cerca de 162 mil casos) são os terceiro e quarto países com maior número de mortos da doença.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 206.000 mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios, segundo um balanço da agência France-Presse.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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