A saúde mental não tem uma definição própria. O termo é utilizado para descrever um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional, ou a ausência de uma doença mental. Inclui a capacidade de qualquer indivíduo procurar um equilíbrio entre a mente e o corpo e a capacidade de gerir as emoções.

Trabalhar, promover e proteger a nossa saúde mental é um trabalho diário. Assim como existe uma preocupação generalista com a saúde, o corpo e a alimentação, é necessário um maior cuidado com a mente.

Dar atenção a todos os sinais e, se necessário, procurar ajuda para encontrar o equilíbrio, para que seja possível adquirir a capacidade de apreciar a vida. Não é a solução para a felicidade mas eleva, em grande parte, essa probabilidade.

A diferença entre a saúde mental do homem e da mulher está na suscetibilidade que as mulheres têm para sofrerem desequilíbrios. As mulheres são multifacetadas, lidam diariamente com muitas emoções, assumem muitos papéis na sua vida – quer no seio familiar ou no profissional.

A mulher é muito mais emocional do que o homem. Sente tudo ao pormenor e, a acrescentar, tem desequilíbrios hormonais todos os meses – que aumenta a probabilidade do aparecimento de qualquer desequilíbrio mental. Atenção, desequilíbrio não é, de todo, uma patologia mental.

Estudos realizados denotam que as mulheres estão a sofrer mais com a pandemia, ao mesmo tempo que também são quem demora mais tempo a procurar ajuda. Normalmente, o homem procura ajuda após um ano, enquanto a mulher demora, em média, cerca de quatro anos.

Existem alguns apontamentos fundamentais para que a mulher evite sofrer com a saúde mental:

1. Cuidar da autoestima. Gostar de si, aceitar-se, pois é bela de todas as formas. É especial, é única, mime-se! Tenha compaixão. Já pensou quando foi a última vez que se olhou no espelho bem nos seus olhos e reparou em si?

2. Lidar com as emoções. Sejam positivas ou negativas, aceite todas as emoções que sente, deixe fluir. Escreva num papel o que sente, o que despertou essa emoção, mas não a guarde dentro de si. A meditação ajuda muito nesta dinâmica e não necessita de muito tempo, experimente.

3. Gerir o stresse e a ansiedade. Controle e redefina a forma como vive o dia a dia. Viva o momento e não pense nos “e se” que poderiam ter sido diferentes. Não pense no passado nem no futuro, pois não é benéfico. Pratique exercício físico. Retire 30 minutos por dia e faça uma caminhada, por exemplo. Ajuda bastante a libertar energia e a sentir-se mais alegre, devido às hormonas que nos trazem bem-estar e são libertadas.

4. Eliminar relacionamentos tóxicos e/ou abusivos. Amizade, amor ou mesmo profissionais… Se esse relacionamento causa algum mau estar, algum controlo ou cobrança, tenha a coragem e elimine essas pessoas da sua vida.

5. Valorizar a família e amigos. Comunique, de coração aberto, o que sente. Certamente, a pessoa do outro lado vai apoiar, ouvir e conseguir ajudar no que puder. Aproveite os momentos de lazer e usufrua desse tempo. Em tempo algum devemos adiar o que queremos fazer.

É necessária uma luta diária para a realização pessoal, uma procura pela felicidade. Se não estiver feliz, procure ajuda profissional. Cuidemos da pessoa mais importante da nossa vida, nós próprias.

Texto: Joana Freitas, Mental Coach & CEO Up Your Mind

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