Muitas vezes acabamos por nos ir deixando ficar de forma desconfortável nas relações e sentindo-nos mal-amados, seja mal-amados por um namorado, seja mal-amados pelos amigos, pela família e até pelos filhos. E este sentimento de termos a sensação permanente de que somos mal-amados, acaba por ser um combustível para o nosso adoecer emocional e para o nosso mal-estar contínuo, como se, olhássemos para onde olhássemos nunca encontrássemos ninguém que estivesse ali verdadeiramente disponível para nós.

No entanto, na grande maioria das vezes, as pessoas à nossa volta até nos amam e até praticam esse amor na relação connosco, mas internamente estamos ‘programados’ para nos sentir mal-amados e acabamos por senti-lo por vários motivos, os mais frequentes costumam ser:

1. Estarmos demasiado inseguros

Quando estamos inseguros numa relação acabamos por sentir que nunca somos suficientes para o outro e, à custa disso, acabamos por nos esforçar excessivamente para agradar e acabamos por dar demasiado de nós. No final das contas, sentimos que o outro nunca dá tanto como nós e acabamos por nos sentir mal-amados, quando na verdade só não nos estamos a valorizar da forma que merecemos.

2. Feridas do passado

Nós somos, naturalmente, o resultado de todas as nossas histórias e quando falamos de amor, tudo isto se exponencia. Quando amamos, trazemos à deriva - mesmo que de forma inconsciente - muitas experiências, algumas delas menos positivas e que nos colocam numa posição mais defensiva e pouco permeável ao amor. Nestas circunstâncias, para que possamos ser capazes de amar e de nos deixar ser amados, é essencial cicatrizar as feridas do passado, tornando-as conscientes, percebendo tudo aquilo que significam para nós e permitindo-nos libertar da carga emocional associada a elas.

3. Sermos demasiado possessivos

Muitas vezes, para nos sentirmos tranquilos temos necessidade de controlar tudo aquilo que existe à nossa volta e numa relação o controlo regra geral acaba por contaminar o bem-estar de todos, fazendo com que a sensação de liberdade fique comprometida e com que - de forma natural - a outra pessoa se procure libertar. Assim, é essencial aceitar que no amor, precisamos de nos transformar, precisamos de amar em liberdade e de permitir a liberdade ao outro, só assim uma relação pode crescer de forma robusta e feliz.

Por tudo isto, para que nos possamos sentir verdadeiramente amados em todas as relações que nos movemos, precisamos de olhar para dentro de nós, precisamos de sentir a nossa história, precisamos de nos permitir a pensar e a tomar consciência de tudo aquilo que nos foi magoando e que nos foi impulsionando para a vida e - a partir dessa reflexão - gerarmos transformações internas que nos permitam amar-nos a nós próprios, sarar as nossas feridas, tornarmo-nos mais flexíveis e, por fim, permitimo-nos a amar e a sermos amados de forma plena e sem tudo aquilo que até então nos tem condicionado.

Um artigo das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.

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