Assim como para nós, humanos, também para os animais o outono e o inverno, as alturas do ano em que as temperaturas mais descem, podem trazer riscos acrescidos. Já todos sabemos que o inverno produz normalmente algumas complicações específicas da época. As mais conhecidas são tosse, espirros, febre, falta de apetite e até depressão. A melhor forma de manter o seu amiguinho peludo com uma saúde de ferro durante o tempo frio é seguir à risca as 10 recomendações de prevenção que aqui deixamos.

1. Faça-lhes uma cama quente em casa

Preparar um local protegido das correntes de ar, seco e sem contacto com o chão frio e/ou húmido para dormir, é válido para todo o ano mas nesta época ganha ainda mais importância. Uma caminha com um cobertor ou uma almofada fofinha torna-se particularmente agradável nesta época. Para evitar pulgas e carraças, deve lavar a cama com frequência, de preferência duas vezes por mês. Durante o inverno, o melhor é mantê-los a dormir no interior da casa.

No entanto, muitos cães vivem melhor no exterior e, nestes casos, a casota deve ser verificada e melhorada para minimizar os efeitos do frio. Deve estar um pouco elevada do chão para evitar a humidade da terra ou da chuva. Na cama, coloque palha ou cobertores que tornem o espaço mais quente e confortável. Mesmo que o seu cão esteja habituado a passar o inverno no exterior, nos dias mais frios recolha o seu amigo para dentro de casa e procure hidratá-lo.

2. Não lhes corte muito o pelo

A tosquia no inverno não deve ser muito curta. É preferível deixar um estilo de corte um pouco mais comprido. O pelo ajuda a manter o calor corporal e cria barreiras à entrada do frio. É também importante relembrar que, devido à humidade, ao vento e à eletricidade estática, típicos desta altura do ano, deve escovar o seu cão e também o seu gato, se for caso disso, com maior frequência.

3. Aposte nos banhos secos

Durante o inverno, provavelmente o seu cão necessitará menos frequentemente de banho. No entanto, sempre que lhe der banho, aqueça-o e seque-o muito bem com a toalha ou o secador. Certifique-se de que está quente e tem o pelo completamente seco antes de o levar à rua. Os banhos secos, com pó de talco por exemplo, podem ser uma boa alternativa para evitar humidade e frio nesta época, mantendo o pelo limpo, saudável e reduzindo o odor característico. Neste caso, deve escová-lo muito bem para tirar todos os excessos após o banho.

4. Não lhes tire a trela

Os dias mais ventosos podem confundir o faro da sua mascote canina. Por isso, se houver vento, não o passeie sem trela, porque se pode perder mais facilmente. É comum, nesta época do ano, aumentar o número de cães perdidos.

5. Tenha cuidado com os gatos na rua

Os gatos devem evitar saídas para o exterior. Além dos riscos devido ao frio, procuram normalmente locais mais quentes para se enroscarem. Um carro com o motor quente pode parecer muito confortável mas também pode ser fatal. Se tem conhecimento de que há gatos na vizinhança, faça barulho no capô. Bata com a porta ou buzine e aguarde uns segundos antes de colocar o carro a funcionar.

6. Compre-lhes uma camisola

Apesar dos animais perderem a maior quantidade de calor corporal através da base das patas, das orelhas e do aparelho respiratório, nos dias mais frios os donos de cães de pelo curto devem considerar a utilização de um casaco ou de camisola nas saídas ao exterior. Deve optar por uma com gola alta que cubra o corpo desde a base da cauda até ao pescoço. Mais do que um acessório de moda, este é um cuidado necessário para muitos cães. Atualmente, já encontra muitas propostas no mercado.

7. Escolha as horas de passeio

Se o seu cão é mais sensível ao frio devido à idade, por ser muito novo ou por ser muito idoso, devido a alguma doença e/ou pertença a uma raça mais vulnerável, faça saídas curtas. Leve-o à rua apenas o tempo necessário para fazer as necessidades e sempre na altura mais quente do dia, idealmente entre as 11h00 e as 15h00, aconselham os especialistas. Uma boa forma de saber quando é altura de ir para dentro é ficar lá fora com ele.

Quando sentir frio suficiente para regressar a casa, provavelmente o cão também sentirá. Os cachorros têm menor resistência ao frio do que os cães adultos. Por isso, os cuidados deverão ser redobrados nesta altura do ano. Mesmo que, por vezes, seja mais complicado mantê-los dentro de casa, se perceber que o seu cachorro está a ser afetado pelo frio, deve evitar as saídas e optar, em alternativa, por ensiná-lo a fazer as necessidades num jornal velho.

8. Vacine-os atempadamente

Vacine os seus companheiros de quatro patas para que as suas resistências naturais estejam mais ativas nesta altura mais fria. No caso dos cães, deve vaciná-los contra a traqueobronquite infecciosa, também conhecida como tosse do canil. No caso dos gatos, deve vaciná-lo contra a coriza, uma infeção das vias respiratórias superiores muito comum nestes meses do ano.

9. Esteja atento a sintomas indiciadores

O estado de saúde do seu animal de companhia também é barómetro do tempo de permanência no frio. Animais com problemas de saúde como a diabetes, complicações cardíacas, doenças renais e/ou desequilíbrios hormonais podem comprometer a capacidade natural de regular o seu próprio calor corporal. Animais que não apresentam um bom estado de saúde não devem ser expostos ao rigor do inverno por longos períodos de tempo.

10. Afaste-os das lareiras

Uma lareira, uma salamandra ou um aquecedor para manter a casa quente são tão atraentes para nós como para os animais de estimação. Numa tentativa de se aproximar o mais possível destas fontes de calor, os animais podem incorrer em acidentes em que se podem queimar ou colocar em perigo a sua casa. Nunca deixe de vigiar de perto o seu cão nem o seu gato para prevenir que uma cauda ou uma pata entre em contacto com as chamas ou com superfícies muito quentes, provocando queimaduras no animal.

Texto: Pedro Faria

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