No presente ano, o concurso que tem viajado pelo património histórico e natural português, volta-se para a boa mesa e propõe um novo desafio aos portugueses: que elejam os vencedores nas sete categorias em disputa: entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces. Depois da fase de recolha a nível nacional do receituário (o que decorre neste momento), em Março próximo, um painel de 70 especialistas escolherá os 70 pratos “pré finalistas”. A partir dai, 21 figuras serão convidadas para a escolha das “21 maravilhas” que chegarão à final (três por categoria), sujeitas a votação do público em Portugal e no estrangeiro.
Os sete vencedores serão conhecidos numa gala que decorrerá em Setembro na cidade ribatejana de Santarém.

De acordo com a entidade promotora, a “7 Maravilhas”, trata-se de “divulgar e promover o património gastronómico nacional, reconhecido e apreciado em todo o mundo pela sua diversidade”.

Um concurso que tem como ponto de partida a gastronomia tradicional, mas com um olho sobre a evolução na forma de confeccionar e abordagens contemporâneas empreendidas pelos nossos chefes de cozinha.

Uma ementa de seleccionados que não vai esquecer os ingredientes, os produtos (pois não há boa cozinha sem boa matéria-prima), os protagonistas e as regiões.

Uma iniciativa que surge, de acordo com os promotores, como forma de “salvaguardar o receituário português, garantir o seu carácter genuíno, promover os produtos agrícolas de superior qualidade e privilegiar a diversidade regional”.

Factos corroborados na cerimónia de lançamento da iniciativa que decorreu em Santarém a 7 de Fevereiro. Na altura o Ministro da Agricultura, António Serrano, classificou o evento como um empurrão ao sector agrícola, pela dinamização da procura de produtos nacionais. Já o Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, sublinhou a questão “valorização da nossa identidade. Um reforço na relação de confiança dos portugueses com Portugal”. Para Francisco Moita Flores, presidente da câmara da cidade anfitriã do evento, este realiza-se na “capital da gastronomia e, também, na capital da Liberdade. Neste caso, a liberdade de escolha dos sabores”.

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