Ernest Hemingway, escritor norte-americano, situa um dos seus livros em Cuba, “Ter e não Ter”, na versão portuguesa ("To Have and Have Not"/1937) , conta-nos a história de Harry Morgan e o seu envolvimento, durante os anos de 1930 e da Grande Depressão, no contrabando de bebidas alcoólicas entre aquele país das Caraíbas e o sul dos Estados Unidos.

Hemingway retratou no seu livro a paixão que nutria pela Cuba dos anos da época e por uma das suas bebidas mais icónicas, o Mojito. Não raras vezes, o autor de “Paris é uma Festa”, assentava armas numa casa ainda hoje de portas abertas, La Bodeguita del Medio. Ai, o Prémio Nobel da Literatura pedia aquele que considerava “o melhor Mojito de Cuba”.

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O escritor bebia, então, um cocktail que, na época, há mais de 70 anos, já trazia uma história longa e, como todas as boas histórias, ancorada em factos e naquilo que a inventiva popular lhe tratou de acrescentar.

Certo é que estamos perante uma bebida com mais de cem anos, assentando num ingredientes que faz parte do próprio caráter de Cuba, o rum, neste caso o rum branco. Bebida a que se acrescenta o açúcar (ou um xarope), a hortelã, o limão e a água gaseificada.

Uma visão romantizada sobre as origens do Mojito, situam-nos nas aventuras e desventuras das Caraíbas da pirataria e de uma figura proeminente do século XVI, o almirante britânico, Sir Francis Drake, homem dado a vigorosas investidas nos mares tropicais ao serviço da Coroa Britânica.

Consta que Drake utilizava os portos de Cuba como paragem. Numa dessas abordagens a terra, terá preparado uma bebida, que seria apadrinhada como El Dragon, usando o rum, o limão, a hortelã e açúcar de cana. Na altura não com o intuito de se refrescar, antes como medicamente para sarar as inúmeras e frequentes doenças a bordo.

Ainda no campo das narrativas floreadas, há quem defenda que o Mojito é filho dos mercados de escravos do século XIX que preparavam a bebida gelada. Isto pese embora algumas dúvidas sobre a origem do gelo nestes mares tropicais.

Um Mojito em 4 passos e a história do Prémio Nobel que adorava este cocktail

 Passemos de história à ação. Como preparar o Mojito

Depois de lhe tomarmos a história vamos perceber como se prepara um Mojito, de se lhe tirar o chapéu.

Como já percebeu o leitor vai precisar de uma dose de rum branco, 4 cl para sermos precisos, de 3 cl de sumo de limão, de 12 folhas de hortelã, de duas colheres de chá de açúcar branco, 100 ml de água com gás.

Simples, apenas cinco ingredientes. Agora, a preparação em quatro passos.

Passo 1.

Use um copo alto e nele verta o sumo de limão, as folhas de hortelã e o açúcar. Tenha o cuidado de cobrir completamente o açúcar com o sumo de limão.

Passo 2.

Usando um pilão, vai agora macerar (misturas) os ingredientes. Fácil, basta pressioná-los ligeiramente em movimentos para baixo e rotativos. Quando sentir o aroma da hortelã, está feito.

Passo 3.

Junte o rum, adicione quatro cubos de gelo e completo com a água gaseificada.

 Passo 4.

Pode finalizar com uma rodela de limão e uma folhinha de hortelã como elementos decorativos.

Está pronto.

 

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