São um dos principais receios estéticos das mulheres quando engravidam. Mas estão longe de ser um problema exclusivo das grávidas!

As estrias são cicatrizes que aparecem quando há rupturas no colagénio, na
derme, sem que a epiderme se tenha rompido. Como são de difícil tratamento, a prevenção é a palavra-chave. No entanto, a medicina estética
pode fazer muito para melhorar o seu aspecto. Saiba como.

ESTRIAS DE DISTENÇÃO

São as mais frequentes e são provocadas pelas
mudanças bruscas de peso ou volume.

Como se tratam
«O seu tratamento faz-se, na fase inicial, recorrendo
ao laser pulsado de contraste, para eliminar
o aspecto avermelhado da estria e conseguir
a contracção das fibras de colagénio, no sentido
de estreitar a estria», refere Miguel Trincheiras,
dermatologista.

Segundo este especialista, «numa
fase ulterior de estria estabilizada de tom
nacarado há que ser mais agressivo para conseguir
resultados. Neste caso, as técnicas podem
ir desde o laser de CO2 fraccionado, à carboxiterapia,
passando por dermabrasão e peelings, no
sentido de estimular a derme, e em particular os
fibroblastos, a retomar o seu metabolismo activo
e a produzir novos elementos estruturais da
derme, como sejam as fibras de colagénio, de
elastina e todas as moléculas da substância fundamental
dos tecidos conjuntivos (proteinoglicanos,
glicosaminoglicanos)».

ESTRIAS DE PUBERDADE

São originadas pelas mudanças hormonais que
se produzem durante esta etapa da vida e que
também implica mudanças bruscas de desenvolvimento
e estatura.

Como se tratam
Antes do seu aparecimento, deve-se apostar na
prevenção feita com cosméticos hidratantes e reforçadores
da estrutura fibrilar, já que as fibras de
colagénio e elastina estão em pleno rendimento.

ESTRIAS ATRÓFICAS

São bastante comuns nos desportistas e surgem em
consequência do aumento do volume muscular e, eventualmente,
de posturas e movimentos extremos que
podem provocar a ruptura das fibras.

Como se tratam
«A abordagem para o seu tratamento passa pelos mesmos
métodos descritos para as estrias de distensão, das
quais estas são uma variante», diz Miguel Trincheiras.

Veja na página seguinte: Estrias de origem endócrina

ESTRIAS DE GRAVIDEZ

Podem instalar-se na barriga, peito, nádegas e coxas e

devem-se ao aumento de volume durante a gestação,
quando a pele tem que esticar para dar espaço ao feto.

Como se tratam
A prevenção com cosméticos adequados desde as primeiras
semanas de gravidez pode evitar o seu aparecimento.
Se, mesmo assim, aparecerem, não espere que
fiquem esbranquiçadas para actuar. «Quanto mais recente
é a estria, maior é a probabilidade de obter bons resultados
com os tratamentos já descritos», explica Miguel
Trincheiras.

ESTRIAS DE ORIGEM ENDÓCRINA

São causadas por factores hormonais ou doenças como
a diabetes ou a síndrome de Cushing.

Como se tratam
Para Miguel Trincheiras, «nestes casos, é fundamental
corrigir e estabilizar previamente qualquer anomalia endocrinológica,
antes de proceder à abordagem terapêutica
das estrias, sobre as quais se actuará, à semelhança
das outras estrias, com métodos de fotocoagulação
vascular, no caso das estrias recentes, e de estimulação
metabólica dérmica, nas estrias estabilizadas».


ESTRIAS DE CAUSA IATROGÉNICA
Surgem depois de um tratamento prolongado com
determinados medicamentos ou substâncias químicas
que interferem com a formação do colagénio, como é o
caso dos corticóides. «São estrias de origem metabólica
ou endócrina, como as descritas anteriormente», realça
o dermatologista.

Como se tratam
Este tipo de estrias trata-se de forma semelhante aos anteriores.

Importa a cor e não o tamanho

As estrias podem medir um a
dez centímetros de comprimento,
mas o tamanho não é
indicativo da sua abordagem
terapêutica, e sim a cor. Dividem-se em duas grandes
classes, as estrias recentes (que têm uma tonalidade avermelhada) e as estrias já estabilizadas (que assumem um tom
branco nacarado).

«As estrias
são rupturas do colagénio que
vão cicatrizar devido ao desenvolvimento
de um tecido de
granulação cicatricial, que inicialmente
é muito vascularizado,
daí o tom avermelhado», explica
o dermatologista Miguel
Trincheiras. Por sua vez, quando
estão esbranquiçadas significa
que já se encontram na pele há
muito tempo, têm um depósito
de colagénio desorganizado e,
nesse caso, «são mais difíceis de
tratar». As primeiras respondem
melhor aos tratamentos.

Veja na página seguinte: Os tratamentos realmente eficazes

OS TRATAMENTOS REALMENTE EFICAZES

Carboxiterapia
Consiste na injecção de dióxido de carbono purificado
na derme, para estimular a produção de novo
colagénio e o mecanismo dos fibroblastos, para
tentar remodelar as cicatrizes já estabelecidas.

Resultados: O aspecto das estrias nacaradas
melhora substancialmente.

São necessárias entre quatro a seis sessões. O preço varia desde os 50 € por sessão.

PDL (Laser Pulsado Constraste)
Consiste na fotocoagulação dos vasos sanguíneos
e na contracção do colagénio residual através
do calor emitido pelo laser.

Resultados: Elimina o tom avermelhado das estrias
recentes e promove o seu estreitamento. São necessárias entre duas a quatro sessões. Preços a partir de 150 € por sessão, dependendo
da extensão das lesões.

Electro-Acustic Therapy
Método de rejuvenescimento e regeneração tecidular
que actua nas estrias já instaladas. O equipamento
de ondas acústicas e eléctricas induz a
vibração no tecido conjuntivo, que melhora a irrigação
sanguínea e estimula o metabolismo dos
fibroblastos.

Resultados: Melhora a elasticidade e a textura
da pele. São necessárias entre cinco a seis sessões. Preços a partir dos 90 € por sessão.

Laser CO 2 Fraccionado
Este laser estimula a produção de colagénio na
derme, por um método electrónico de fraccionamento
do laser de CO2 em pontos de aplicação
separados por maior ou menor espaço e com
tempos de permanência em cada ponto também
moduláveis. Consegue-se, assim, promover
colunas de coagulação dermo-epidérmicas
com efeito térmico na derme com tempos de
recuperação muito curtos (2 a 4 dias) em comparação
com o resurfacing tradicional com este
mesmo comprimento de onda.

Resultados: As estrias nacaradas são muito atenuadas. São necessárias entre três a cinco sessões. Preços a partir de 150 € por sessão.

Veja na página seguinte: Onde fazer este e outros tratamentos

Peeling
O peeling é feito com ácido tricloroacético que
promove a coagulação das proteínas cutâneas,
sendo precedido de uma dermoabrasão mecânica
para regularizar a superfície da pele e aumentar
a penetração do agente de peeling.

Depois
faz-se oclusão da zona tratada, de forma a
que pele se regenere e mantenha o fenómeno
inflamatório durante algum tempo, na tentativa
de remodelar a cicatriz fibrosa e melhorar a possível
atrofia da derme.

Resultados: As cicatrizes já esbranquiçadas são
atenuadas.
O número de sessões necessárias é variável. Pode oscilar entre duas e cinco (ou mais) em função da resposta individual. Preços médios a partir de 250 € por sessão.

Contactos úteis

Epilaser
Clínica de Dermatologia e Laser de Lisboa
Av. Guerra Junqueiro, 5, 3º esquerdo – Lisboa
Telefone: 218 438 680
Internet: www.epilaser.pt

CM Clínicas

Rua Castilho, 57, r/c esquerdo – Lisboa

Telefone: 213 863 405
Internet: www.cmclinicas.pt

Corporación Dermoestética
Clínicas em Aveiro, Braga, Coimbra,
Lisboa e Porto

Telefone: 707 25 25 25
Internet: www.corporaciondermoestetica.com

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