A gluteoplastia é uma cirurgia que consegue dar forma e volume aos glúteos mediante a utilização de próteses de silicone. «Na maioria das vezes, as próteses utilizadas são semelhantes às que se colocam no peito (exceptuando as próteses mamárias anatómicas)», revela o cirurgião plástico Francisco Melo. «As características que as diferenciam das próteses mamárias têm a ver com a resistência à pressão, pois estão sujeitas a maiores e mais traumatismos e, por conseguinte, a maior perigo de ruptura», explica.

Como se introduzem as próteses nas nádegas?

«As próteses são colocadas numa bolsa que é dissecada no tecido subcutâneo (entre a pele e o músculo) ou numa bolsa por baixo do músculo grande glúteo», descreve Francisco Melo. De acordo com o cirurgião plástico, «geralmente, a incisão é feita no sulco inter-nadegueiro (para que a cicatriz fique o mais dissimulada possível) e o implante colocado na bolsa correspondente».

Este procedimento cirúrgico, já procurado por milhares de mulheres em todo o mundo, pode realizar-se sob anestesia raquidiana (epidural) ou geral, demora cerca de duas horas e requer uma noite de internamento hospitalar, para controlar a assisitir ao pós-operatório mais imediato. A socialite norte-americana Kim Kardashian e a cantora e rapper Nicky Minaj têm sido duas das maiores embaixadoras deste tipo de silhueta.

O que sucede nos dias seguintes

Os cuidados pós-operatórios, segundo Francisco Melo, «são semelhantes aos do procedimento anterior, mas sem as condicionantes das zonas dadoras». «Deve dormir de barriga para baixo e não se sentar durante 15 dias (é nessa altura que pode voltar ao trabalho, dependendo do trabalho) e não fazer exercício durante dois meses.»

É recomendado o uso de meias de compressão durante as duas primeiras semanas.  Num período de 10 a 15 dias após a intervenção, deve remover os pontos. É necessário voltar ao médico passada uma semana, 15 dias, um mês, três meses, seis meses e um ano. Após um ano, deverá ser vista anualmente.

Pontos a favor desta cirurgia 

Trata-se de um procedimento rápido de executar e bastante seguro, com um índice de complicação baixo. De acordo com Francisco Melo, proporciona «maior previsibilidade dos resultados e constância do aumento de volume, bem como uma recompensa mais rápida, pois o resultado quanto à forma é evidente quase de imediato (ainda que o aspecto definitivo só estabilize seis meses depois)». Não necessita de zonas dadoras de gordura, pelo que pode ser feito a qualquer doente.

A cirurgia que a deixa com os glúteos que sempre quis

Veja na página seguinte: O que deve saber antes de fazer uma gluteoplastia

O que deve saber antes de fazer uma gluteoplastia

Este procedimento cirúrgico, um dos mais realizados no mundo, inclusive em homens, implica a colocação de uma prótese, que irá comportar-se como um corpo estranho. Riscos de danos na prótese pelo desgaste do material e pelos traumatismos a que pode estar sujeita. De acordo com Franscisco Melo, «a possibilidade de deslocamento é maior do que nos implnates mamários, porque a nádega é constituída por músculos potentes e é muito móvel».

A prótese não acompanha o envelhecimento natural, «podendo condicionar deformidade», alerta o cirurgião plástico. Em pacientes com flacidez muscular, o resultado não é muito natural. O paciente ideal para esta intervenção, segundo Franscisco Melo «é magro, com pouco volume nas nádegas, particularmente no pólo superior, e que não seja um praticante fervoroso de exercício físico».

Como em qualquer outra cirurgia, é necessário realizar um estudo pré-operatório que inclua exames médicos completos. O médico e a paciente têm de assinar o consentimento informado. Como em qualquer decisão terapêutica, deve estar bem informada sobre os procedimentos a efectuar e ter confiança no médico que irá orientar o seu tratamento.

Peça mais do que uma opinião e, se necessário, visite mais do que um médico para tomar uma decisão consciente. O preço médio desta cirurgia oscila entre os 5.000 e os 7.000€, dependendo esse valor da clínica selecionada e/ou do cirurgião contratado. Há também quem, no meio, apelide internacionalmente esta intervenção de «a operação para ficar com um rabo brasileiro».

Texto: Fernanda Soares

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