As relações entre irmãos são importantes para o desenvolvimento individual e para o funcionamento familiar, afetando a qualidade de vida da família. O relacionamento entre irmãos é precisamente o tema da sessão de hoje do programa “Aprender a Educar”, promovido pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, destinado a ajudar os pais a potenciar o seu papel enquanto educadores.
«Aprender a viver com outros elementos da família é uma das oportunidades de aprendizagem mais importantes que alguém pode ter. Os irmãos são grandes parceiros na aprendizagem e no desenvolvimento de competências tão importantes como a partilha, cooperação, negociação e empatia», diz a psicóloga Luísa Ribeiro Trigo, coordenadora da sessão.
Vários estudos indicam que o relacionamento harmonioso entre irmãos pode mesmo funcionar como um fator protetor, criando condições para resultados de desenvolvimento positivos na idade adulta, tais como o ajustamento psicológico e o desenvolvimento saudável. Contudo, cada vez mais os portugueses optam por ter apenas um filho. Segundo os dados divulgados pelo PORDATA, a dimensão média dos agregados domésticos passou de 3,3 elementos em 1983 para 2,7 em 2011. E a taxa bruta de natalidade passou de uns expressivos 24,1 por mil em 1960, para 9,5 por mil em 2010.
Na sessão de hoje, o debate centra-se na promoção de relações positivas entre irmãos, em como preparar a chegada de um irmão ou gerir diferenças entre os filhos. Umas das principais preocupações dos pais é precisamente saber como gerir essas diferenças. Luísa Ribeiro Trigo adianta: «Devemos mostrar que cada filho é especial. As crianças e jovens não têm que ser tratados de igual forma, mas de forma especial, tendo em conta as suas particularidades. Devemos respeitar as diferenças entre eles, a personalidade de cada um, aceitando as suas características e tentando estimular as suas qualidades. Devemos evitar as comparações que podem ser interpretadas como indicação de preferência pelo irmão, reforçando a rivalidade e a agressividade, podendo também representar uma ameaça à autoestima do filho».
Como gerir múltiplos papéis, os comportamentos de risco na adolescência e os valores e espiritualidade na educação são os temas já agendados para próximas sessões.
Leia AQUI a entrevista completa à psicóloga Luísa Ribeiro Trigo
20 de abril de 2012

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