Bebés de dois anos, filhas de mulheres que viveram situações de stress na gravidez, tendem a sofrer de depressão e ansiedade. Esta é a conclusão de um estudo do hospital Charité, em Berlim, que analisou os níveis da hormona cortisol em sete dezenas de mulheres grávidas.

Os investigadores concluíram que o stress faz com que as mães libertem cortisol e, com isso, diminuam a conexão das células cerebrais na zona responsável pelas emoções dos recém-nascidos. Esta perda de contacto pode predispor as crianças do sexo feminino a problemas de saúde mental. O estudo ressalva que estas complicações não afetam as do sexo masculino. “Acredita-se que isso se deva ao fato de as mulheres de todas as idades interiorizarem as suas emoções mais do que os homens”, afirmaram os cientistas à laia de justificação.

Claudia Buss, autora do estudo, reforçou ao Daily Mail: “Está confirmado: o aumento do cortisol da mãe durante a gravidez está associado a alterações na zona funcional do cérebro do recém-nascido e afeta a forma como as diferentes regiões do cérebro comunicam entre si.”

As setenta mulheres envolvidas na investigação tiveram de fornecer cinco amostras diárias de saliva nos quatro dias consecutivos nos estágios inicial, médio e tardio da gravidez. Já com quatro semanas de idade, os bebés foram submetidos a exames de ressonância magnética durante o sono.

Dois anos mais tarde, 45 mães relataram o número de vezes que os seus filhos lhes pareceram tristes, solitários, preocupados ou intimidados, bem como se notaram neles problemas de sono, falta de gosto por atividades lúdicas e dificuldade no relacionamento com o exterior.

Saiba mais aqui https://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(18)31665-2/fulltext

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