Promovido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), emInstituto Europeu de Investigação de Fatores de Risco de Crianças e Adolescentes (IREFREA Portugal), parceria com o Instituto Europeu de Investigação de Fatores de Risco de Crianças e Adolescentes (IREFREA Portugal), o projeto vai “estender-se às escolas do 1.º ciclo do ensino básico em Coimbra e atingir, num primeiro momento, cerca de 100 famílias”, anunciou esta terça-feira, numa nota enviada à agência Lusa, aquele estabelecimento de ensino.

Tendo como objetivo “impedir ou atrasar a idade de início do consumo de substâncias nocivas, como o álcool, bem como os comportamentos de risco associados”, a iniciativa, que é cofinanciada por fundos europeus, termina em 2019, mas poderá ser “estendia ao país inteiro numa próxima candidatura”, afirmam os seus promotores em Portugal (IREFREA e ESEnfC).

“Há que ensinar, também aos pais, outros modos de diversão sem necessidade de recorrer ao álcool, para, assim, poderem ser exemplo para os filhos no propósito de impedir ou atrasar a idade de início do consumo de substâncias nocivas”, sustentam os responsáveis pelo projeto.

Os filhos “presenciam o consumo abusivo de álcool em casa, situações de bebedeira dos pais que, muitas vezes, não têm consciência de quanto esse modelo se transfere para os filhos”, alerta Irma Brito, professora da ESEnfC responsável pelo plano, denominado EPOPS (Empowering parents organizations to prevent substance use).

“A ideia passa, pois, por serem os filhos a estimularem nos pais o abandono de consumos e comportamentos que podem ser nefastos à saúde”, sintetiza a ESEnfC.

Cerca de duas dezenas de atividades de conscientização sobre o consumo de álcool e o papel dos pais, realizadas junto de 20 organizações e atingindo 220 pessoas, foram desenvolvidas até ao momento pelo projeto EPOPS, em cinco concelhos da região centro: Coimbra, Soure, Cantanhede, Lousã e Miranda do Corvo.

O projeto estará ativo em Portugal até final de 2019. Depois, e “tendo em atenção os resultados positivos deste estudo-piloto, é intenção dos promotores alargá-lo ao país inteiro, por via de uma nova candidatura a fundos da União Europeia”, adianta a ESEnfC.

O EPOPS consiste na adaptação do programa espanhol Ferya (Familias en red y activas) em dois países europeus: Portugal e Alemanha.

Além da ESEnfC e do IREFREA Portugal, colaboram no projeto o Instituto Europeo de Estudios en Prevención (Espanha) – entidade coordenadora – a Federació d'Associacions de Pares i Mares d'Alumnes de Mallorca (Espanha) e o Leibniz-Insitut für Präventionsforschung und Epidemiologie (Alemanha).

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