"A manobra de Kristeller, tal como é descrita na atualidade, nomeadamente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que a condena, constitui má prática obstétrica. A manobra referida não deve ser confundida com outras manobras devidamente supervisionadas por médicos especialistas", explica a Ordem dos Médicos em comunicado.

"A episiotomia de rotina constitui má prática obstétrica", acrescenta a nota que indica ainda que o "ponto do marido" não existe na nomenclatura obstétrica.

"Qualquer intervenção desnecessária é má prática médica, seja um ponto, uma incisão, uma sutura ou qualquer outra intervenção", esclarece o comunicado.

"A direção do Colégio não tem conhecimento de nenhuma queixa que lhe tenha chegado em que tenha sido dada como provada a prática da manobra de Kristeller, tal como é atualmente descrita, ou da realização de episiotomia de rotina, ou de qualquer outra intervenção desnecessária, por especialistas de Ginecologia e Obstetrícia", refere o documento.

Segundo a Ordem dos Médicos, "Portugal continua a ser um dos países do mundo com melhores cuidados de saúde materno-infantil, à frente de países como os Estados Unidos da América, o Reino Unido ou a França".

Em 30 anos, Portugal passou de uma das piores posições na Europa para uma das melhores do mundo. Em 1970, 63% de partos em Portugal ocorriam em ambientes não hospitalares, sem recurso a intervenções necessárias para salvar vidas e aliviar sofrimento.

Nessa década, as mortalidades materna e perinatal eram de 73,4/100.000 e de 38,9/1.000.

No ano 2000, Portugal atingiu a marca de 0,03% de partos não hospitalares, sendo que as mortalidades materna e perinatal baixaram para 2,5/100.000 e de 6,2/1.000 respetivamente.

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