“Nós temos apostado no ensino profissional, um ensino de corpo inteiro e temos apostado em não secundarizar, em não tornar periférico. O ensino profissional permite ter, por um lado, uma certificação académica e, por outro, uma certificação profissional. Hoje (quinta-feira) vimos aqui um belo exemplo do que fazem as nossas escolas profissionais e temos um grande objetivo: que 50% dos nossos alunos que terminem o ensino secundário o possam fazer por vias profissionais”, disse à agência Lusa o ministro da educação.

A visita, quer aconteceu na quinta-feira, assinalou o arranque do novo ano letivo e o governante valorizou o ensino profissional.

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“Sabemos que a nossa sociedade, a nossa economia e o nosso mercado de trabalho precisam de alunos que saiam do ensino profissional, mas sabemos também que as nossas universidades e o ensino politécnico precisam verdadeiramente de alunos que também saiam do ensino profissional”, frisou.

Fim da discriminação no acesso ao Ensino Superior

De acordo com o ministro, desde 2012 havia discriminação para os alunos do ensino profissional que pretendessem ingressar num curso superior, mas com o atual governo essas barreiras foram esbatidas.

“O acesso dos alunos do ensino profissional e do ensino artístico era diferenciado e havia uma discriminação marcada quando tentavam entrar no ensino superior, com barreiras sucessivas, tendo mesmo que fazer exames de disciplinas que não eram lecionadas nos seus currículos. Com entrada em vigor do novo decreto-lei, que legisla estas matérias, podemos novamente fazer com que os alunos do ensino artístico e profissional possam ver reconhecido o seu percurso curricular e eliminarmos barreiras no acesso ao ensino superior”, apontou.

À margem deste evento, o governante falou das manifestações anunciadas pelos professores, devido à contabilização do tempo de serviço, considerando que as reivindicações são justas, mas que não acredita que perturbem o ano letivo.

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“Só quem não conhece verdadeiramente os docentes portugueses e as nossas comunidades educativas é que pode pensar que as reivindicações, que são justas, podem influenciar aquilo que são os projetos pedagógicos das escolas. Estou absolutamente convencido que o projeto pedagógico de cada uma das nossas escolas em todo o território nacional vai continuar a acontecer, porque a educação das nossas crianças e jovens é prioritária”, sublinhou.

Tiago Brandão Rodrigues referiu também que, é preciso “valorizar os profissionais” e que o Governo “vinculou sete mil docentes e integrou três mil assistentes operacionais”.

“Sabemos que todos os assistentes operacionais são absolutamente fundamentais e temos feito um esforço significativo para termos cada vez mais profissionais que nos permitem dar uma atenção mais especial à educação pré-escolar e ao ensino inclusivo”, disse.

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O ministro acrescentou ainda que o Governo tem a “meta de universalizar o pré-escolar aos três anos, para que todas as crianças do país possam ter educação pré-escolar de qualidade na escola pública e gratuita”.

Segundo o governante, para que este objetivo seja atingido, este ano, foram abertas 220 novas salas, o que corresponde a “mais cinco mil vagas na educação pré-escolar”.

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