Em comunicado, a PJ refere haver um número "muito elevado" de queixas apresentadas, acrescentando que nos últimos tempos têm sido desenvolvidas investigações que parecem indiciar estar em curso "uma massiva forma de extorsão cometida pela internet junto de utilizadores das redes sociais".

Segundo a PJ, pessoas aparentemente sedeadas no estrangeiro e sob a capa de uma jovem atraente estabelecem amizade virtual com indivíduos nas suas contas de redes sociais como o Facebook.

Depois de "de forma habilidosa" terem recolhido os elementos que identificam a vítima na rede social e os seus amigos, a "suposta" jovem consegue que entrem em contacto direto através de um canal de conversação com vídeo, como o Skype, conduzindo o diálogo de modo a conseguir imagens que causam grande constrangimento social.

Ameaças e coação

A partir do momento em que estão na possa dessas imagens, informam a outra pessoa desse facto, mostram-lhe as imagens, informam-na de que conhecem a sua identidade social e o seu círculo de amigos, exigindo que a pessoa transfira elevados valores monetários para beneficiários residentes fora de Portugal, sob a ameaça de divulgarem publicamente as imagens caso as verbas não sejam transferidas.

No documento, a PJ refere que as exigências de transferências de verbas se mantêm mesmo nas situações em que as vítimas cederam às chantagens ao mesmo tempo que as imagens são divulgadas nas redes sociais, sob o pretexto de que a pessoa visível nas imagens é pedófila e assediou crianças com aquelas imagens.

"Tais factos são altamente lesivos da honra das vítimas e, além do prejuízo patrimonial, causam naturais constrangimentos nas suas relações sociais", concluiu o documento da direção nacional da PJ.

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