Já estamos todos cansados de saber que o leite materno é fundamental para a saúde e o desenvolvimento do bebé, mas também já ouvimos histórias de mulheres que sofreram muito ao dar de mamar. Há mulheres que adaptam à nova rotina, outras não e isso acontece porque apesar de ser um ato natural na teoria, na prática, o processo pode ser bastante difícil.

O bico do seio, uma parte do corpo praticamente sem função até então, passa a ser usado várias vezes por dia e fica muito sensível. A posição de dar de mamar acaba por criar também muitas vezes dores de costas à mãe e acaba por ser desconfortável. E há sempre o receio associado ao facto da mãe nunca saber a quantidade de leite que o bebé bebeu. Nos primeiros dias em casa, sem a ajuda das enfermeiras da maternidade, os problemas podem ganhar tamanha dimensão que pode chegar a questionar como outras mulheres conseguiram. Não adianta achar que na primeira mamada tudo vai correr bem, como nos filmes e nas novelas. É importante ter isso bem claro para não se dececionar. Muitas mulheres pensam em parar por motivos emocionais, cansaço ou desanimo com a demora do bebé para se adaptar ao peito. Raramente o motivo é fisiológico. No segundo mês nem vai lembrar-se de que os problemas existiram. Acredite, a amamentação vai deixar muita saudade. Mas para que isso aconteça deve seguir algumas dicas para tornar o momento mais fácil, agradável e eficiente:

1 -Deve preparar, fortalecer e lubrificar os seus mamilos. Ainda na gravidez pode usar cremes para ajudar a preparar os seus mamilos para o que aí vem. São várias as marcas que produzem estes cremes, é só escolher uma que goste e aplicar a partir dos 6 meses de gravidez e continuar a aplicar depois de ter o seu bebé. Estes cremes são feitos especialmente para isso e portanto não há problema de colocar no mamilo e do bebé entrar em contacto com o produto. Quando o faz deve usar sempre os discos de amamentação, pois estes cremes costumam ser muito gordurosos e podem manchar.

2 - Não é recomendável que o bebé já tenha muita fome, porque ele vai ficar mais nervoso e pegar no peito com mais força, o que pode magoar ainda mais. Procure oferecer o peito assim que ele manifestar o primeiro sinal de que está com fome. Se já estiver muito irritado, tente acalmá-lo primeiro.

3 - É importante saber dar o peito. Coloque o bebé encostado “barriga com barriga” consigo para que ele não precise de virar a cabeça para mamar. Sem empurrar a cabeça do bebé, deve encostar-se o mamilo à bochecha do bebé, o que o guiará na direção certa, e ajudá-lo a agarrar o mamilo para ele mamar. Também é fundamental procurar uma posição cómoda e deve ter as suas costas e braços bem apoiados. Pode também usar uma almofada de amamentação para ajudar neste processo.

4 - Quando tirar o seio da boca do bebé, tenha cuidado ao retirar o mamilo pois é muito provável que ele não o largue. Um truque consiste em enfiar a dedo mindinho no espaço entre o ângulo dos lábios e o mamilo, fazendo com que o bebé abra a boca e largue facilmente o seio sem qualquer resistência.

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5 - Confira se ele está a fazer a “pega” correta: as bochechas ficam arredondadas (não pode haver um furinho no meio), ele abocanha boa parte da aréola, o seu queixo e nariz encostam na mama e ele não emite estalos durante a sucção. Se a pega não estiver correta, respire fundo, tire-o da mama e comece tudo outra vez.

6 - É normal haver variações entre uma e outra mamada pois a criança também tem variações de apetite ao longo do dia. É recomendável que seu bebé mame apenas um seio a cada mamada, intercalando um por vez. Se a mama esvaziar e notar que ele ainda quer mamar, então, ofereça a outra. Um recém-nascido com apetite esvazia um seio por completo num máximo de 10-15 minutos. A princípio o leite sai depressa e mais líquido, de modo a saciar a sede do bebé, e a seguir mais lentamente e mais espesso, satisfazendo a fome.

7 - Amamente em livre demanda durante o dia e a noite. É importante saber que no período da noite dá-se o pico da prolactina, por isso, é fundamental estimular as mamas para manter uma adequada produção de leite.

8 - No fim da mamada, a bebé deverá ser colocado para arrotar. Porém, não é necessário insistir para que ele dê um arroto após cada mamada (se não arrotar ao fim de 3-5 minutos, provavelmente é porque não precisa). Caso não arrote basta deixá-lo numa posição levantada durante cerca de 10 minutos.

9 - Se tiver com dificuldades para amamentar procure ajuda em bancos de leite, grupos de apoio à amamentação e profissionais qualificados como consultores de aleitamento materno e doulas pós-parto.

10 - Caso tenha dificuldades em que o bebé pegue no peito tem sempre soluções como bicos de silicone, caso tenha os mamilos pequenos ou invertidos e as bombas para tirar leite, se precisar de lhe dar no biberão. O importante é não desistir e ir procurando soluções pelo caminho. Não se esqueça que a produção de leite tem uma ligação direta com a estimulação do peito. Quanto mais o seu bebé mamar ou o seu peito for estimulado, mais leite terá.

Raramente uma doença materna é indicação para a interrupção da amamentação, uma vez que esta é o ideal para o seu crescimento psicofísico, mas por vezes acontece como é o caso de doenças crónicas, como o Lúpus, já que durante a amamentação não é possível fazer a medicação para a doença e nesse sentido é necessário parar a amamentação para poder prosseguir com o tratamento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os bebés devem mamar apenas o leite materno (sem oferecer água ou chás) nos primeiros 6 meses de vida, por isso procure sempre a melhor solução para conseguir oferecer-lhe leite materno o maior tempo que conseguir.

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