Sei exatamente quando é que me tornei tão apegada aos livros, sei exatamente qual foi o livro que me fez querer passar uma vida inteira a ler.

Acredito que um livro é uma excelente companhia e é esse sentimento que quero passar aos meus filhos. Lá em casa temos momentos de leitura, noutros inventamos histórias em conjunto, noutros recriamos histórias. Há livros por todo o lado e se há coisa que não os impeço nunca de fazer é “ler”.

Acontece, porém, que nunca levei a minha filha a uma biblioteca (o meu filho tem um ano e está longe da idade em que vai poder estar numa sem causar danos – sonoros, bem entendido). Eu própria não ia a uma desde que saí da faculdade (ou seja, há uma década).

Aqui há dias inscrevi-me em duas, para colmatar a minha falha. Na primeira, uma desilusão enorme: acervo pouco atualizado, pouco cuidado e mal organizado, um atendimento desinteressado e nada simpático. Saí de lá a achar que devia inscrever-me noutra, porque daquela não ia ser “cliente”. E assim fiz. Inscrevi-me numa biblioteca como deve ser: um espaço agradável, um acervo que dá vontade de só parar de ler em 2090, um espaço infantil que pede crianças o dia inteiro.

Expliquei à minha filha o que era uma biblioteca e o que vamos lá fazer, daqui a uns dias: ver os livros e ouvir pessoas a contar histórias. Já perdi a conta à quantidade de vezes que ela me perguntou se já é dia de ir à “bibioteca”...

 

Lénia Rufino

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