A rainha Isabel II tem 1.100 relógios espalhados pelas principais propriedades reais e, sempre que a hora muda, os funcionários demoram 40 horas a acertá-los. Um dos mais ocupados quando chega a altura de os adiantar ou de os atrasar, como foi agora o caso, é Fjodor van den Broek, conservador da coleção real de relojoaria do castelo de Windsor. "Temos aqui 400 relógios, 250 dentro do castelo e 200 espalhados pelas propriedades que o integram. Eu conheço-os todos, dou-lhes corda uma vez por semana", revela.

No palácio de Buckingham, existem mais 600. No palácio de Holyrood, em Edimburgo, na Escócia, há mais 50. Alguns têm quase quatro séculos, exigindo uma manutenção minuciosa, que também é assegurada regularmente. Um dos fins de semana mais trabalhosos do ano é o da mudança da hora. "Demoro um fim de semana a acertá-los. No verão, adiantar a hora é mais fácil. No inverno, atrasá-lo chega a implicar um procedimento diferente para cada modelo de relógio", esclarece Fjodor van den Broek.

Sempre que o faz, enquanto caminha de um lado para o outro, chega a percorrer uma dúzia de quilómetros. "A maior parte dos relógios dos diferentes castelos e palácios são muito precisos mas, por vezes, sem explicação, uns adiantam e outros atrasam", revelou o holandês em entrevista à estação de televisão BBC, desvendando um segredo. "Os relógios das cozinhas [do palácio de Buckingham e do castelo de Windsor] estão sempre cinco minutos adiantados para garantir que a comida chega à mesa a horas", justifica.

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