Depois do luxo cosmopolita e sofisticado de Le Burgundy, o hotel que tem um cheiro próprio situado na rive droite, os seus proprietários decidiram expandir-se para a famosa rive gauche. Localizado numa das zonas mais privilegiadas da exclusivista margem esquerda do rio Sena, naquele que é o sétimo bairro administrativo de Paris, Le Cinq Codet é um hotel igualmente moderno e requintado, mas menos rígido e menos formal.

Situado no número 5 da Rue Louis Codet, artéria discreta que presta homenagem a um político e escritor francês, ocupa um edifício de serviços, construído na década de 1930, que pertenceu à France Telecom. Depois de reconvertido em unidade hoteleira trendy por Jean-Philippe Nuel, um arquiteto que gosta de pegar em imóveis antigos e dar-lhes um toque de modernidade, abriu portas em novembro de 2014.

A maioria das 67 habitações que disponibiliza, com preços a partir dos 285 € por noite, recria o ambiente sofisticado dos apartamentos parisienses. As suites duplex, por seu lado, foram buscar inspiração ao espírito dos lofts nova-iorquinos, sem nunca perder o mais apurado charme francês. Depois, não faltam detalhes que conquistam, como é o caso dos conceituados produtos Fragonard ou das máquinas Nespresso nos quartos.

Blocos de mármore e (muitas) obras de arte moderna

Nenhum dos pormenores foi deixado ao acaso e os hóspedes sentem-no desde o primeiro minuto em que entram no lobby. Localizado nas imediações do Museu Rodin, Le Cinq Codet recebe-os em secretárias em mármore, semelhantes aos blocos que o prestigiado escultor Auguste Rodin usava para esculpir as suas icónicas criações. Peças decorativas iluminadas por candeeiros modernos e gigantes.

Muitas das habitações têm vista para a imponente cúpula dourada de Les Invalides, túmulo do imperador Napoleão. Algumas das mais exclusivas, como aquela em que pernoitámos, dispõem ainda de terraços privados com vista para os famosos telhados de Paris. A Suite Prestige, com 83 metros quadrados, integra mesmo um jacuzzi e tem uma posição ainda mais privilegiada, oferecendo também um panorama para a Torre Eiffel.

Na hora de decorar os interiores, os proprietários do hotel não olharam a meios. Nas 67 habitações, coexistem 29 estilos estéticos, definidos também em função das diferentes dimensões dos espaços. O número de obras de arte utilizadas ronda as 400 peças. A maioria de arte moderna. Fotografias, esculturas e mobiliário contemporâneo que enriquecem ao interiores, com apontamentos em madeira, em tons claros e acolhedores.

O mais contemporâneo dos hotéis da rive gauche

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Intimismo informal num exclusivo pátio parisiense

O restaurante, informal e descontraído, apesar de intimista, também exibe uma decoração moderna e urbana. «É um daqueles sítios onde se pode vir tranquilamente para ter uma conversa em casal ou com uma amiga, para um jantar íntimo e romântico ou até para trabalhar com sossego. Não vão encontrar aqui grupos barulhentos», assegura Sonia Lemagnen, responsável pela comunicação do espaço.

Além de um bar com uma lareira com uma chama virtual, o espaço de restauração do Le Cinq Codet, que se autointitula como «o mais contemporâneo dos hotéis da margem esquerda» de Paris, fazendo gáudio do seu estilo romântico com influências art deco, integra ainda um pequeno pátio descoberto, um luxo de que nem todas as unidades hoteleiras de cinco estrelas da cidade se podem vangloriar.

Aos sábados, entre as 19h30 e as 22h30, há lá jazz. No Sundãri Spa, a todas as horas, impera o silêncio. Construído em torno de um terraço aberto no terceiro andar, outra das valências do hotel, dispõe de um jacuzzi ao ar livre, de salas de massagens e tratamentos, de um hammam, de um ginásio e de uma seleção de chás que relaxam antes e depois dos tratamentos e hidratam antes e depois dos treinos.

Os locais a explorar nas imediações do hotel

Paris é uma cidade que fervilha de atrações turísticas. Para chegar a algumas delas, a partir daqui, não é preciso andar muito. Nas proximidades do Le Cinq Codet, além de Les Invalides, do Museu Rodin e do Champ de Mars, o parque urbano que liga a Place Joffre à Torre Eiffel, a Rue de Sèvres é um dos pontos de passagem obrigatórios. O centro comercial Le Bom Marché, no número 22, é um (pequeno) mundo de tentações.

No número 17, numa antiga piscina, a loja da Hermès que rivaliza com a da Rue du Faubourg Saint-Honoré, mais frequentada, também já se tornou numa atração incontornável, assim como La Grande Épicerie de Paris, o paraíso dos que não resistem aos produtos mais gourmet, no número 38. Não muito longe dali, a Rue Cler, ainda fora dos roteiros do turismo massificado, também convida a um passeio de exaltação dos sentidos.

Para além de ser considerada a mais chique das melhores artérias pedonais da capital francesa, é frequentada sobretudo por parisienses. Larga e espaçosa, está repleta de lojas artesanais, boutiques exclusivas, cafés, bistrôs, brasseries e restaurantes. Davoli, The Kase, Jeusselin, Boutique de thé Mariage Frères e Pralus são apenas alguns dos estabelecimentos mais distintivos desta popular rua.

O mais contemporâneo dos hotéis da rive gauche

Texto: Luis Batista Gonçalves

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