Tenha sempre isto em conta. Qualquer bom jardim começa na cabeça. Por isso, antes de situar uma planta convém verificar se o local é o mais apropriado para ela. Para conseguir um jardim equilibrado, convém planear o esquema de plantação. Neste planeamento, é importante ter em conta a altura e a largura que as espécies alcançam quando adultas para lhes deixar o espaço que necessitarão. Também convém ter em conta diversas possibilidades e escolher espécies que alternem as florações todo o ano.

Aromáticas e suculentas que podem ficar juntas a sol pleno

A maioria das plantas necessita de sol, mas o sol pleno pode ser prejudicial e poucas o aguentam, sobretudo se for acompanhado de falta de água. No cultivo destas espécies, é essencial assegurar humidade mínima e, para isso, o mulching é muito importante. A rega por gota a gota é uma solução eficaz. Também é recomendável semear as plantas em grupos densos, criando micro ambientes, incluindo espécies suculentas e mediterrânicas, como é o caso da lavanda, da salva, da melissa, do gerânio, da gazânia e da adelfa.

As variedades botânicas que pode plantar num canto sombrio

Tire partido da folhagem exuberante das plantas que não exigem muita luz, apostando nelas para espaços escuros e/ou sombrios. Embora este sempre se tenha considerado um problema, porque a luz é fundamental para as plantas, existem muitas espécies e variedades botânicas que crescem melhor na sombra do que em qualquer outro local.

Para além dos cuidados específicos de cada planta, em geral, na sombra exigem menos rega. Pelo contrário, é preciso prestar muita atenção à adubação. Embora também hajam flores que crescem sem sol, como sucede com algumas espécies de hortênsias, entre as melhores opções para estes espaços estão plantas de folhagem exuberante, como a hosta.

Plantas que deve usar em paredes e pérgolas

As trepadoras são perfeitas para os espaços verdejantes. O espaço vertical oferece muitas possibilidades, através de muros e de paredes ou instalando estruturas como pérgolas e gelosias. O importante é podar os ramos para modelar a planta e conduzi-la através da estrutura. A lista de plantas recomendadas para estes espaços inclui as glicínias, as clematites, as rosas trepadoras e as madressilvas, ao sol. Nos locais de sombra, são de privilegiar, entre outras espécies botânicas, os jasmins amarelos e hortênsias trepadoras.

Espécies para plantar em redor de lagos e charcos

Aí, devem ficar as plantas aquáticas e as de ribeira. Os elementos aquáticos, como os lagos, os charcos ou até mesmo as fontes, conferem maior interesse ao jardim. Tanto no interior como nas imediações se podem cultivar plantas. O importante é manter a água limpa, sem algas que impeçam a entrada da luz. Para isso, deve recorrer a alguicidas.

Dentro dos tanques, são aconselhadas espécies aquáticas, como os nenúfares, uma opção sempre segura, à cabeça. Nas margens desses espaços, jardineiros profissionais e arquitetos paisagistas sugerem a utilização de plantas de ribeira, como é o caso dos lírios, outro sucesso garantido. Para as imediações destes recintos aquáticos, utilize as hostas.

Rocalhas ou plantas rasteiras para as encostas pendentes

Para um cenário (ainda) mais deslumbrante, estas duas soluções são uma aposta muito válida. Nas encostas, o melhor é construir uma rocalha (mistura de pedras e plantas) ou instalar espécies rasteiras, que requerem poucos cuidados. No caso da rocalha, também conhecida como rock garden na nomenclatura anglo-saxónica, é preciso controlar o aparecimento de ervas daninhas e o crescimento das espécies, mediante a realização de podas. Tanto num caso como noutro deve usar plantas de baixo desenvolvimento.

Vasos e jardineiras para uma vizinhança florida

Os vasos são uma solução eficaz para pátios, terraços e alpendres. Nestes recipientes, é possível cultivar um grande número de plantas, mas há que ter em conta que estas variedades botânicas exigem mais esforço do que as culturas botânicas que mantém nos canteiros do seu jardim. Deve, por isso, regar e adubar estas variedades de plantas mais frequentemente e mudar o substrato ocasionalmente, para além de podar as plantas.

É essencial escolher recipientes resistentes às geadas com furos de drenagem na base para evitar a concentração da água. Desde árvores de pequeno tamanho, como as coníferas-anãs, os citrinos, os loureiros e os ficus, passando por arbustos como as roseiras, as fúchsias, as hortênsia e as azáleas, até vivazes perenes e bolbosas, incluindo gerânios, petúnias, ervas aromáticas, amores-perfeitos e túlipas, vale (quase) tudo.

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