Se a sua resposta é sim, pode ter a certeza que não está sozinho.

Muitas pessoas lutam contra as suas próprias emoções como se fosse algo inconveniente, inapropriado e a descartar o mais rapidamente possível. Lutar com as nossas próprias emoções é talvez o problema mais comum que existe e é também uma das coisa mais importante a aprender. Isto se queremos aprender a viver bem connosco próprios.

As nossas emoções e sentimentos são muito importantes, porque nos ajudam a conhecermo-nos a nós mesmo e a relacionarmo-nos com profundidade e intimidade com as outras pessoas. Quase todos os problemas de natureza psicológica têm a sua origem em algum tipo de distorção ou negação das nossas próprias emoções e sentimentos.

O problema de negar, evitar e esconder emoções e sentimentos

O problema de negar, evitar e esconder emoções e sentimentos é conhecido de todos nós, desde o menino que não deixa que as suas lágrimas corram com medo de ser chamado de “mariquinhas” (então, em vez disso, ele bate em alguém que está perto), passando pela menina que tem medo de expressar clara e abertamente a sua raiva com medo de ser vista como uma maria-rapaz (então em vez disso arranja intrigas acerca das suas colegas ou dirige a sua raiva contra si própria).

Isto pode ser visto no homem adulto que tem receio de dizer como se sente, com medo de parecer “gay” (então, em vez disso, enterra-se no trabalho e negligencia a sua parceira) ou pode ser visto na mulher que não é capaz de dizer “não”, porque tem medo de situações de conflito (então em vez disso acaba por ficar ressentida em relação às outras pessoas). Até temos exemplo disto dentro das nossas próprias cabeças quando não reconhecemos a nossa própria vulnerabilidade e medos e, em vez disso, agimos de modo agressivo e violento.

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Rebaixar e ridicularizar

Quando as pessoas são rebaixadas ou ridicularizadas por exprimirem os seus sentimentos e emoções é comum verificarem que as suas emoções e sentimentos se intensifiquem. Há tendência para que emoções e sentimentos escalem e fiquem fora de controlo, podendo levar a comportamentos agressivos e ou violentos. Isto acontece porque as pessoas não se sentem ouvidas nem aceites. É natural que elas se sintam mais fortemente emocionadas quando não são ouvidas.

Bem disposto? – Sempre!

Também há pessoas que aprendem a suprimir e a negar os seus sentimentos através de distanciamento e insensibilização em relação a eles. Autodesligam-se dos seus sentimentos sem, contudo, terem consciência disso. Assim, quando essas pessoas são recompensadas socialmente por mascararem as suas emoções, acabam muitas vezes sentindo-se não ouvidas, alienadas, zangadas e deprimidas, sem saberem porquê. As suas vidas podem até parecer correr às mil maravilhas, mas elas sentem-se vazias, não preenchidas. Isto porque estão separadas das suas próprias emoções.

Que fazer com as emoções?

O primeiro passo na gestão das nossas próprias emoções e sentimentos é aceitá-las sem juízos de valor nem de culpabilidades. Ao aceitar as suas emoções e sentimentos está também a aceitar uma parte de si, cheia de força de viver, cheia de sabedoria sobre si próprio e sobre a qualidade das relações que estabelece com os outros, em especial de quem mais ama.

Por Jaime Graça Machado,
Psicoterapeuta / Executive Coaching, 2005
http://www.jaimegrace.com

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