A história da capulana perde-se no tempo e na história de África. Tudo indica que tem os seus primórdios no Quénia, em meados do século XIX. Também conhecida como kanga, pano ou pagne, era usada na altura como moeda de troca e, da interação de diversos países, criou-se um estilo, em muito inspirado nos lenços estampados da Índia.

Os portugueses vendiam, na altura, estes lenços com cerca de 60 cm de altura e com um estampado muito rústico: fundo escuro salpicado com tons. Mas as africanas começaram a unir dois panos e a usar a sua criatividade para, com um nó à frente, fazer vestidos práticos e coloridos para o seu dia a dia.

Subitamente os meros 60 centímetros passaram a 120 e por o padrão lembrar as penas da galinha da Índia começou a ser designado por kanga (galinha da Índia em Swahili).

Num ápice, o lenço passou a ser usado também na cabeça – o sol intenso das terras africanas obriga a proteção – e ainda como saia, ganhando projeção e dimensão além fronteiras.

Hoje, considerado um ícone cultural do continente, o pano africano está imortalizado na literatura pela mão de Marcelo Panguana na sua obra "As Vozes que Falam de Verdade” e mesmo no livro lançado pelo Instituto Camões intitulado "À Volta de Capulana", assim como pela objetiva do fotógrafo Sérgio Santimano que já concretizou diversas exposições com este adereço.

Vendida pelos ambulantes em feiras de artesanato ou em lojas turísticas, quem não quer trazer uma capulana para casa….

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