Cada vez mais em voga, apesar de muitas empresas não o valorizarem e da maioria dos trabalhadores ainda não lhe reconhecer o mérito, o coaching é um processo que leva as pessoas a atingir mais facilmente os seus objetivos, pessoais e profissionais. O coach, a palavra foi usada pela primeira vez, no século XVI, na Hungria, para designar uma carruagem de quatro rodas, é um treinador da mente que ajuda a definir metas.

Ajuda a traçar objetivos para o futuro, sem dizer como os atingir. É a pessoa que, com a ajuda do coach que escolheu, tem de saber para onde quer ir e como quer lá chegar. Através do coaching tomamos consciência das nossas capacidades e dos nossos objectivos reais. Para o conseguir, os coachs usam perguntas, planos de ação, grelhas de diagnóstico e rodas de satisfação, mas nunca dão conselhos ou sugestões.

O preço a pagar é variável. Uma sessão de life coach pode custar, em média, entre 100 € a 200 € e, por cada sessão de bussiness ou de executive coach, paga, no mínimo, 200 €. Por norma, de acordo com Sandra Pereira, formadora e coach certificada internacionalmente pela Lambent, uma das empresas internacionais de formação e coaching, no Brasil, este método tem uma duração de "10 a 12 sessões por objetivo".

"Inicialmente utilizado como ferramenta de desenvolvimento dos quadros superiores, o acesso ao coaching estendeu-se progressivamente aos colaboradores de todas as idades, em todas as fases da sua carreira. Aplicado à organização inteira, o coach permite disseminar comportamentos e práticas que lhes permitirão reinventar-se em todas as fases [da vida laboral]", assegura Marie-Anne Salier, coach e consultora.

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A especialista, presidente do ICF Luxembourg, delegação luxemburguesa da International Coach Federation (ICF), federação internacional criada em 1995 que conta com 30.000 membros em 140 países. recorre mesmo aos resultados de um estudo do HCI, Human Capital Institute, um instituto internacional, que atestam isso mesmo. De acordo com a investigação, 88% dos dirigentes afirma que as práticas de coaching aumentaram o envolvimento dos trabalhadores na organização.

70% aponta ainda a criação de oportunidades laborais que o desenvolvimento de soft skills através das ferramentas de coaching permitiu. 53% refere a maior autonomização conseguida pelos colaboradores como uma das maiores vantagens do recurso a esta prática. "Nas empresas com uma forte cultura de coaching, os colaboradores tendem a ultrapassar os objetivos estratégicos", sublinha ainda a coach Marie-Anne Salier.

Texto: Rita Caetano e Luis Batista Gonçalves (edição digital)

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