Há três meses que as taxas da Euribor estão a subir em todos os prazos. Mas espera-se que seja um cenário a agravar-se nos próximos meses. Isto porque, prevê-se que o Banco Central Europeu (BCE) comece a subida de juros de referência, numa medida de combate à atual subida da inflação na Zona Euro. Então, como pode impactar a subida da Euribor a sua taxa de esforço?

As taxas da Euribor estão a subir, e agora?

Se tem um crédito habitação associado a uma taxa Euribor, o impacto que vai sentir é na prestação mensal que paga pelo mesmo. O que significa que a sua atual taxa de esforço, que o banco calculou de forma a aprovar o seu crédito, também vai aumentar. Por norma, os bancos aprovam um crédito habitação a quem não tenha uma taxa de esforço superior a 30% - o limite para que o orçamento familiar não fique demasiado apertado.

Que impacto vai ter a subida da Euribor no meu crédito habitação?
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Porém, tudo depende de se tem outros empréstimos, outras prestações ou cartões de créditos. Mas passemos então à explicação do é a taxa de esforço e o que representa no seu crédito habitação, para que compreenda se é ou não preocupante caso a mesma suba.

Como fica a minha taxa de esforço com a subida da Euribor?

O que é, afinal, a taxa de esforço? É a relação entre o rendimento mensal líquido do seu agregado familiar e as suas despesas. Isto é, os rendimentos que recebem, devem dar para cobrir os encargos de forma que o orçamento familiar não fique apertado.

Por exemplo, supondo que tem um rendimento líquido de 1.500 euros e paga uma prestação de crédito de 400 euros, pode calcular a sua taxa de esforço da seguinte forma:

Taxa de esforço = (400/1.500) x 100 = 26,7%

Logo, neste caso a taxa de esforço equivale a 26,7%, estando abaixo do limite máximo de 30% autorizado pelo Banco de Portugal para o crédito habitação.

Mas vejamos outro exemplo: se receber 2.000 euros líquidos, tiver uma prestação de 600 euros da prestação do crédito habitação, a sua taxa de esforço ascende a 30%. Se além deste empréstimo tiver outros encargos, como uma prestação de crédito automóvel de 100 euros e uma dívida de um cartão de crédito de 80 euros mensais, a taxa de esforço vai equivaler a 39%.

Contudo, caso a prestação do seu crédito suba, a sua taxa de esforço também vai aumentar.

Neste sentido, se a sua prestação aumentar 50 euros, e os seus rendimentos não crescerem, pode ser recomendável fazer ajustes ao seu orçamento familiar.

Embora não seja, por enquanto, um aumento significativo, deve ter atenção em não fazer novos créditos nem se colocar em novos encargos. Mas sim concentrar-se em fazer cortes de serviços não essenciais, para aumentar a folga financeira do orçamento familiar.

Mas se, num prazo mais longo, as taxas da Euribor continuarem a subir a um ponto que possa afetar a sua prestação como um aumento de 200 euros, a sua taxa de esforço já chega aos 49%. Aqui deve tomar medidas que impliquem uma redução dos encargos para não colocar o orçamento em risco e conseguir cobrir todas as despesas essenciais.

Neste caso, pequenos cortes podem não chegar para atingir a liquidez de que necessita. E pode ter de pensar em soluções como a revisão de outras condições do seu crédito, a transferência do seu crédito para outro banco ou fazer uma consolidação de créditos, para diminuir a sua taxa de esforço.

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