A entrada no mercado de trabalho é uma ótima oportunidade para criar bons hábitos financeiros, principalmente no que diz respeito a poupanças.

Segundo um estudo realizado pelo Observador Cetelem em 2020, 75% dos portugueses têm preocupação em poupar. Contudo, apenas 15% dos inquiridos fazem uma poupança mensal. Mas no que diz respeito aos jovens, os dados são um pouco preocupantes, uma vez que são a faixa etária que menos poupa.

Para o ajudar nesta tarefa, damos-lhe 7 dicas para conseguir gerir melhor o seu dinheiro, alcançar os seus objetivos futuros e conseguir uma vida financeira estável.

1. Gaste o essencial

O início da vida laboral e, consequentemente, os seus rendimentos, podem trazer muitas tentações para gastar o dinheiro de forma pouco razoável. Afinal, se ainda viver em casa dos seus pais e não tiver muitas despesas fixas mensais, o seu ordenado permite-lhe adquirir bens que não são essenciais ou até ter um estilo de vida mais consumista.

Viver de acordo com os seus rendimentos, significa que deve estipular os montantes exatos que precisa para fazer face a despesas essenciais, e ficar a conhecer o valor que pode gastar em despesas não essenciais. No entanto, deve sempre reservar uma parte desse valor para poupanças e outros objetivos.

E ao fazê.lo, não só desenvolve a sua capacidade de gestão financeira, como evita desenvolver hábitos de consumo prejudiciais para si a longo prazo, como por exemplo o envidamento.

2. Elabore um orçamento

Uma forma simples de ter noção dos seus ganhos e gastos é a partir de um orçamento familiar que pode ser diário, mensal ou anual. É importante que este seja rigoroso, e que nele constem todas as despesas que costuma ter, até mesmo aquelas que parecem insignificantes.

Se pretender ficar com uma ideia sobre o panorama geral das suas finanças, o melhor é optar por fazer um orçamento que englobe as suas despesas anuais, uma vez que existem meses que as despesas assumem um valor mais elevado. Mas antes de começar, é fundamental que faça contas aos seus rendimentos. De seguida separe as suas despesas mensais em fixas e variáveis. Também pode criar subcategorias e catalogá-las em essenciais e não essenciais.

Lembre-se que um orçamento familiar requer uma atualização regular para que não tenha problemas de gestão. Se mantiver esta prática está a dar um grande passo para ter as suas finanças pessoais equilibradas e de boa saúde.

3. Defina quais os produtos e serviços essenciais

Um bom exercício que pode fazer é pensar no que é realmente essencial para si. Por exemplo é essencial ir de carro para o trabalho? Será que precisa mesmo de almoçar todos os dias no café perto do seu trabalho? As subscrições que fez o ano passado ainda lhe são úteis? Precisa realmente deste tarifário?

Após questionar-se sobre os seus hábitos de consumo, é hora de olhar novamente para o seu orçamento familiar e ver se todos aqueles produtos e serviços que tem como despesas essenciais são realmente essenciais. Imagine que por dia gasta 5 euros no café ao lado do seu trabalho. Se multiplicar esse valor pelos 22 dias úteis de trabalho, conclui que gasta 110 euros por mês naquele estabelecimento. Se optar por apenas almoçar no café metade dos dias, vai poupar 55 euros, por exemplo.

Com o montante que poupou pode juntar para comprar algo que queira ou até para uma viagem que pretende fazer. Esta é uma estratégia muito simples que permite gerir melhor o seu dinheiro, criar bons hábitos financeiros, e alcançar muitos dos seus objetivos.

4. Defina prioridades e objetivos

Quando entra para o mercado de trabalho podem não existir tantas despesas, por isso pode existir a possibilidade de poupar muito dinheiro a médio e a longo prazo. Ao ter as suas prioridades definidas, será muito mais fácil focar-se nas metas que precisa de cumprir para alcançar os seus objetivos.

Mas antes de o fazer, é muito importante que pense na criação de um fundo de emergência que, basicamente, é um pé de meia que serve para o ajudar com despesas imprevistas, mas também a ultrapassar potenciais quebras de rendimentos. É aconselhável que o montante deste fundo cubra a totalidade das suas despesas durante o período mínimo de 6 meses.

Imagine que uma das suas prioridades passa por fazer a sua viagem de sonho. Mas, ao mesmo tempo, pretende no futuro comprar um carro ou uma casa. Se definir desde cedo que o objetivo prioritário é juntar dinheiro para esta viagem, pode por exemplo aplicar metade do valor que definiu para as suas poupanças neste objetivo. Caso pretenda juntar dinheiro também para um carro e uma casa, pode aplicar os restantes 50% da sua poupança, repartindo o valor conforme as suas prioridades entre esses dois objetivos. Por exemplo, 30% do total da sua poupança mensal para a compra do carro e 20% para a entrada da sua casa.

Sempre que receber o subsídio de férias, o subsídio de natal, presentes monetários pelos seus anos ou épocas festivas pode reforçar esta poupança.

5. Cuidado com as “ótimas” oportunidades de negócio e os descontos imperdíveis

Por vezes somos atraídos por publicidades que falam de oportunidades de negócio únicas ou descontos imperdíveis. No entanto, é preciso ter algum cuidado com este tipo de propaganda, uma vez que nem sempre os valores apresentados refletem uma poupança real. Para além disso, ao ceder regularmente a este tipo de oportunidades, não está a criar bons hábitos de consumo. Poderá apenas estar a fazer compras por impulso porque apareceu uma oportunidade – e provavelmente nem nunca tinha pensado sobre a mesma.

No entanto, se considerar que precisa do produto, primeiro pesquise e compare preços. Desta forma, vai saber identificar se realmente é uma boa oportunidade.

6. Reflita antes de fazer compras de valor elevado

Não existe mal nenhum em querer comprar produtos caros. Contudo, é preciso ter noção que compras de valor elevado têm um forte impacto no seu orçamento e até na sua estabilidade financeira. Por isso, estas requerem sempre alguma análise e reflexão, de forma a não colocar em risco o orçamento definido.

7. Tenha noção dos custos de ser proprietário

Ser proprietário de um automóvel, de uma moto, de uma habitação ou até de um negócio é um sonho partilhado por muitas pessoas. No entanto, existem custos associados que temos que estar a par, de forma a conseguirmos suportar as despesas deste tipo de patrimónios.

Por exemplo, ao comprar um automóvel, para além do valor que tem que ter para a aquisição do mesmo, passa a ter que suportar as despesas do seguro, IUC (Imposto único de circulação) e a inspeção anual. Para além disso, existem todas as despesas associadas à manutenção do veículo, já para não falar dos gastos em combustível, portagens, estacionamento, etc.

É, por isso, importante que, antes de se tornar proprietário algo, faça contas para perceber se irá conseguir suportar esses custos ou se precisa de aumentar os seus rendimentos para fazer face a estas despesas.

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