Todos nós somos seres gregários e precisamos de nos sentir íntimos de outros e esta simbiose, na qual olhamos apenas um para o outro, ajuda-nos a sentirmo-nos compreendidos e aceites. Ficamos dependentes do olhar do outro, todo e qualquer comportamento seu tem repercussões gigantescas em nós. O outro, muitas vezes idealizado, passa a ser como o ar que respiramos, essencial à nossa existência. É o amor apaixonado.

Mas, como seres incomparáveis que somos, há sempre um momento em qualquer relação em que as nossas necessidades não são iguais às do outro e necessitamos de afirmar a nossa individualidade, expressando as nossas crenças, sentimentos ou desejos e, apesar do objetivo comum da relação, estes podem não ser concordantes como as do outro. Quando esta expressão de individuação não é aceite pelo outro ou pensamos que não a deveremos manifestar, surgem tensões, agressividade, afastamento ou frustração. Esta (proximidade e diferenciação) é uma das dialéticas vitais à nossa existência, mas também uma das mais difíceis das relações humanas.

De facto, temos de estar conscientes que este balanço entre proximidade e diferenciação é essencial ao nosso bem-estar psicológico.  Assim sendo, não devemos ter receio quando necessitamos de expressar a nossa individualidade ou quando o outro o faz, pois, relembrando as palavras do Professor António Branco Vasco, “Intimidade sem autonomia é dependência”.

Catarina Barra Vaz
Psicóloga Clínica

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